O artigo analisa o processo de edição das obras completas de Isidoro de Sevilha, publicadas em 1599 por Juan de Grial sob os auspícios de Felipe II. Utilizando os vinte livros de Etimologias como fio condutor, questionamos como um texto que remonta ao século VII manteve relevância quase mil anos após sua criação a ponto de merecer uma edição patrocinada pela corte (publicada pela imprensa régia após vinte e cinco anos de preparação). Nesse sentido, exploramos as dimensões políticas e religiosas no contexto da contrarreforma católica desde a Monarquia Hispânica, analisando como a obra isidoriana representava um conjunto de textos eruditos e sagrados em meio a uma Europa fraturada por intensas disputas religiosas.
PALAVRAS-CHAVE
Isidoro de Sevilha; etimologias; Felipe II
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Fonte: Frontispício de Divi Isidori Hispal. Episcopi Opera. Madriti: ex Typographia, 1599. Disponível em: Biblioteca Digital Hispânica – Biblioteca Nacional de España. Domínio público. Acesso em: 28/08/2025.
Fonte: Frontispício de Martyrologium Romanum [...].Romae: Typographia Dominici Basae, 1586. [Digitalizado por Google Books]. Domínio público. Acesso em: 06/04/2025.