Este ensaio fotográfico se debruça sobre os engajamentos entre caranguejos, caranguejeiros e seus patrões na Reserva Extrativista Marinha do Delta do Parnaíba. Através das imagens, o trabalho mostra um momento crucial na conversão dos caranguejos em mercadorias: o corte, quando caranguejos em más condições de comercialização são separados do restante. A ideia do ensaio é mostrar como o corte relaciona, a um só tempo, relações de trabalho, processos técnicos e interações entre humanos e outros viventes no capitalismo contemporâneo. Assim, o caranguejo-mercadoria não se faz apenas a partir de uma relação comercial, mas mediado por um conjunto orquestrado de dinâmicas entre pessoas, crustáceos e os caminhos pelos quais circulam.
Palavras-chave:
Relações Humanos-animal; Mercadoria; Capitalismo; Pesca artesanal; Caranguejo-uçá; Etnografia visual
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