Nossa proposta é realizar um debate etnográfico, conceitual e comparativo em torno da esportividade do olhar, partindo de categorias sociológicas e êmicas que descrevem a atuação de coletivos torcedores numa modalidade específica, o futebol profissional. Focaremos os “jogos” entre categorias que definem as esferas do torcer num contexto urbano brasileiro para em seguida contrastar às performances do torcer em outra paisagem esportificada, uma luta corporal ameríndia que ocorre durantes os rituais interétnicos do egitsü (Quarup) no Alto-Xingu/BR. A relação dialética entre jogar e torcer, mediada pelo olhar, compõe aquilo que definimos por “modelo das relações”, constructo analítico e etnográfico utilizado para problematizar análises que tomam o torcer como condição subsidiária e ou epifenomênica do jogar.
Palavras-chave:
torcer; futebol; esportividade do olhar, lutas corporais; rituais interétnicos xinguanos