Este artigo investiga uma experiência de produção cultural na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil, concebida por uma das autoras a partir de uma abordagem autoetnográfica e interdisciplinar que conecta debates de linguística aplicada, antropologia e educação. A partir de histórias e memórias compartilhadas, refletimos sobre as práticas de letramento que surgem em um sarau de rua organizado por jovens de origem periférica e sua posterior transferência para três escolas públicas. Essa produção é entendida como forma de resistência política, afirmação de identidades e reconfiguração de territórios. Argumentamos que essas práticas constituem letramentos e culturas de sobrevivência que questionam dicotomias como escola e rua, centro e margem, vida e morte. Essas ações narrativas operam na construção de significados sobre os sujeitos e os lugares que ocupam, abrindo caminhos para imaginar outros futuros e diferentes formas de estar nas cidades.
Palavras-chave:
periferia; letramento; juventude; autoetnografia; Baixada Fluminense
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