Este artigo propõe analisar algumas abordagens de pesquisa a partir das provocações ingoldianas sobre a Antropologia como um meio de produção e uma área do conhecimento, em comunhão e correspondência com a vida, pessoas e coisas. Assim, intento demonstrar, tendo em vista uma vivência de quatorze anos em distintas tradições de conhecimento, partindo de modo central da Capoeira Angola, como essas se conectam enquanto saber junto às tradições acadêmicas e seus métodos específicos de ofício profissional. Além disso, a ideia é também propor que os pressupostos etnográficos, tendo em vista a Autoetnografia como seu desdobramento, não podem ser desprezados com base na crítica ingoldiana da Etnografia, e que a noção ampla de conhecimento pode ser útil para pensar a epistemologia das tradições acadêmicas, que ademais se abrem em torno de inúmeras perspectivas a partir da Etnografia e da Sociologia.
Palavras-chave:
Antropologia; Conhecimento; Etnografia; Autoetnografia; Pesquisa
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