O artigo explora a (des)mobilização da identidade de “vítima de tráfico” pelas trabalhadoras do sexo brasileiras e os benefícios que o aparelho de combate ao tráfico oferece às mulheres migrantes brasileiras exploradas no mercado do sexo. Ao fazê-lo, considera a sua experiência tanto no seu país de origem, o Brasil, como em Portugal. Com base nos resultados da investigação etnográfica, o artigo destaca a mobilização ocasional e instável do rótulo de “vítima” como forma de defesa contra o aparelho de combate ao tráfico e não como instrumento de reconhecimento de direitos que poderia beneficiar substancialmente as mulheres migrantes brasileiras no mercado do sexo.
Palavras-chave:
Trabalho sexual; Exploração; Tráfico de seres humanos; Brasil; Portugal