Neste artigo, discuto o Movimento Brega não apenas como gênero musical, mas sobretudo como movimento cultural, social, político e econômico, historicamente vinculado às periferias do Recife. A análise enfoca os processos de subjetivação dos sujeitos periféricos e como estes articulam práticas de criação, agenciamento cultural e reconhecimento político em contextos de precariedade, neoliberalismo e emergência pandêmica. A pesquisa foi realizada a partir de materiais audiovisuais produzidos com os sujeitos, bem como de conteúdos produzidos por eles ou pela mídia, incluindo publicações em redes sociais, podcasts, vídeos do YouTube, matérias jornalísticas e documentos oficiais. A partir dessa abordagem, o artigo examina como as dimensões econômica, cultural, social e política do Movimento Brega se articulam, destacando a criatividade, o empreendedorismo popular e os modos de resistência frente às desigualdades sociais e aos impactos da Covid-19.
Palavras-chave:
música brega; periferia; empreendedorismo popular; criatividade; Covid-19; neoliberalismo
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