A escassez de dados detalhados em nível intraurbano no Brasil representa um desafio para a criação de índices de vulnerabilidade em escala de setor censitário, ferramentas cruciais para o planejamento e a alocação equitativa de recursos. Este estudo teve como objetivo principal propor e aplicar uma metodologia para o desenvolvimento de um Índice de Vulnerabilidade Intraurbana (IVI) utilizando dados do Censo Demográfico de 2010 (IBGE). A metodologia foi testada no município de Três Pontas, Minas Gerais, abrangendo 88 setores censitários urbanos. Foram selecionados quatorze indicadores socioeconômicos e de infraestrutura, que foram submetidos à Análise de Componentes Principais (ACP) para a construção do índice. A ACP resultou em dois componentes principais que, conjuntamente, explicaram 71.80% da variância total dos indicadores: o Índice de Desenvolvimento Social Intraurbano (PC1) e o Índice de Privação de Recursos e Serviços Intraurbano (PC2). A subsequente análise espacial em ambiente SIG (QGIS) permitiu a identificação e o mapeamento das áreas vulneráveis. Notavelmente, a sobreposição de áreas com baixo desenvolvimento social (PC1 baixo) e alta privação de recursos e serviços (PC2 alto) revelou que 13.31% da população urbana reside em condições de vulnerabilidade crítica. A metodologia proposta demonstrou ser uma ferramenta eficaz para o diagnóstico da vulnerabilidade intraurbana, com potencial de replicação em outros municípios brasileiros com características e carências de dados similares.
Palavras-chave:
Análise dos Componentes Principais; Índices baseados em área; Estratificação socioeconômica
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Fonte: Elaborado pelo autor.
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Fonte: Autores (2026).
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