Com base na argumentação teórica do livro Francis Bacon: lógica da sensação, o artigo explora a relação entre a pintura de Francis Bacon e a filosofia de Gilles Deleuze, tendo em vista que, para o pensador francês, Bacon desafia a representação tradicional, ao criar distorções corporais que ultrapassam a figuração convencional e provocam sensações que atingem diretamente o sistema nervoso do espectador. A proposta central da pesquisa consiste em destacar o conceito de “Figura” como o elemento da pintura figural que permite pensar o conceito de Diferença. Deleuze investiga as obras do pintor, a partir da sua base teórica, porém, não declara a diferença na pintura. Assim, o trabalho visa a criar uma argumentação favorável a Bacon como um pintor da diferença, por meio dos pontos já indicados por Deleuze, em diálogo com a obra Diferença e Repetição, do mesmo autor.
Palavras-chave:
Pintura; Filosofia; Figura; Diferença
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