Este artigo avança uma interpretação ontológica da luz, no Taiyi Jinhua Zongzhi 太乙金華宗旨, argumentando que seu discurso sobre a luminosidade articula um quadro metafísico daoísta coerente, em vez de um modelo psicológico ou puramente simbólico de experiência interna. Demostra que o texto distingue xingguang 性光 (luz innata), como o Dao ontológico, de shiguang 識光 (luz cognitiva), o qual obscurece essa luminosidade primordial e prescreve huiguang 回光 (virando a luz para dentro), como o caminho disciplinado de retorno. Contra as leituras simbólicas e psicológicas prevalecentes, evidencia-se que essa distinção funciona como uma estrutura ontológica internamente articulada, em lugar de uma taxonomia metafórica de experiência. Através de análise textual minuciosa, o artigo elucida um quadro triádico de luz, como ontologia, método e confirmação visionária. Conclui-se que o Taiyi Jinhua Zongzhi apresenta um modelo distintivamente daoísta de cultivo centrado na luz, contribuindo para a metafísica daoísta e debates mais amplos sobre ontologia não dual e prática contemplativa.
Palavras-chave:
Taiyi Jinhua Zongzhi; Alquimia Daoist; Xingguang; Shiguang; Huiguang; Experiência visionária; Ontologia luminosa