Este artigo pretende analisar a conexão entre os elementos narrativos, o sucesso comercial alcançado pelo filme Spartaco (Giovanni Enrico Vidali, Pasquale Film, Itália, 1913), a cobertura midiática da Revolta da Chibata, o enquadramento de um senso comum por parte do público quanto a esses eventos e, de modo mais geral, quanto ao passado recente da escravidão e ao papel da população afro-brasileira na conquista de direitos no momento imediato pós-Abolição. Em se tratando de uma leitura racialmente dirigida à obra, nosso argumento principal é o de que o consumo de Spartaco por parte dos espectadores brasileiros atuou no apagamento do referente negro de heroísmo e de rebelião a partir de episódios temporalmente muito próximos à exibição do filme – a Revolta da Chibata e o julgamento de João Cândido – e conectados à herança do período escravocrata. Como metodologia para análise das fontes escritas, adotamos o paradigma indiciário, tal como preconizado por Carlo Ginzburg (2007).
Palavras-chave:
cinema; Primeira República; Revolta da Chibata; épico; pós-abolição
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Fonte: O Paiz, Rio de Janeiro, p. 12, 16 mar. 1914.
Fonte: O Malho, Rio de Janeiro, p. 17, 10 dez. 1910.
Fonte: Fon-fon, Rio de Janeiro, p. 17, 26 nov. 1910.
Fonte: O Malho, Rio de Janeiro, p. 1, 3 dez. 1910.
Fonte: O Malho, Rio de Janeiro, p. 19, 24 dez. 1910.
Fonte: O Malho, Rio de Janeiro, p. 25, 17 dez. 1910.
Fonte: O Malho, Rio de Janeiro, p. 13,14 dez. 1912.