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PARA O ARTIGO:

ARAUJO, Matheus Treuk Medeiros de. A “Inscrição do Harém” de Xerxes (XPf): introdução crítica, tradução de XPf/OP para o português, comparação com XPf/AB e comentários. Topoi (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 25, e20220068, 2024. DOI http://dx.doi.org/10.1590/2237-101X02505516.

• Na p. 1 do pdf, fica alterada a grafia do sobrenome do autor.

Onde se lê:

Matheus Treuk Medeiros de Araújo

Leia-se:

Matheus Treuk Medeiros de Araujo

• Na p. 1 do pdf, uma adição foi feita à filiação institucional do autor que consta no rodapé.

Onde se lê:

Universidade de São Paulo / Programa de Pós-Graduação em História, São Paulo, SP - Brasil.

Leia-se:

Universidade de São Paulo / Programa de Pós-Graduação em História, São Paulo, SP - -Brasil e Sapienza Università di Roma / Dipartimento di Scienze dell’Antichità, Roma, Itália.

• Na p. 2 do pdf, linha 3, fica alterada a paginação da referência.

Onde se lê:

(Cf. SCHMIDT, 1939; SCHMIDT, 1953, fig. 82 e pl. 20A).

Leia-se:

(Cf. SCHMIDT, 1939; SCHMIDT, 1953, fig. 82 e pl. 21A e B).

• Na p. 5 do rodapé, corrige-se grafia de nome de autor citado na terceira linha da nota de rodapé 14.

Onde se lê:

Herny

Leia-se:

Henry

• Na p. 6 do pdf, corrigi-se a grafia de Histaspes.

Onde se lê:

§3o Diz Xerxes, o rei: meu pai (foi) Dario; Dario tinha um pai de nome Histapes; Histapes tinha um pai de nome Arsames; Histapes e Arsames, ambos eram vivos; no entanto, assim era o desejo de Ahura Mazda: Dario, o meu pai, àquele ele fez rei nesta terra; quando Dario se tornou rei, ele fez muito que (é) excelente.

§4o θāti Xšayar̥šā xšāyaθiya: Dārayavahauš puçā aniyaici āhantā; Auramazdām avaθā kāma āha: Dārayavauš haya manā pitā pasā tanū;m mām maθištam akunauš; yaθāmai pitā Dārayavauš gāθāvā ašiyava, vašnā Auramazdahā adam xšāyaθiya abavam piça gāθāvā; yaθā…

Leia-se:

§3o Diz Xerxes, o rei: meu pai (foi) Dario; Dario tinha um pai de nome Histaspes; Histaspes tinha um pai de nome Arsames; Histaspes e Arsames, ambos eram vivos; no entanto, assim era o desejo de Ahura Mazda: Dario, o meu pai, àquele ele fez rei nesta terra; quando Dario se tornou rei, ele fez muito que (é) excelente.

• Entre as p. 6-7, corrige-se a grafia de gaθāvā, abījavayam e vašna.

Onde se lê:

§4o θāti Xšayar̥šā xšāyaθiya: Dārayavahauš puçā aniyaici āhantā; Auramazdām avaθā kāma āha: Dārayavauš haya manā pitā pasā tanū;m mām maθištam akunauš; yaθāmai pitā Dārayavauš gāθāvā ašiyava, vašnā Auramazdahā adam xšāyaθiya abavam piça gāθāvā; yaθā adam xšāyaθiya abavam, vasai taya fraθaram akunavam; tayamai piça krt̥ am āha, ava adam apayai, utā aniya krt̥ am abījavayam; tayapati adam akunavam utamai taya pitā akunauš, ava visam vašna Auramazdahā akumā.

Leia-se:

§4o θāti Xšayar̥šā xšāyaθiya: Dārayavahauš puçā aniyaici āhantā; Auramazdām avaθā kāma āha: Dārayavauš haya manā pitā pasā tanū;m mām maθištam akunauš; yaθāmai pitā Dārayavauš gāθavā ašiyava, vašnā Auramazdahā adam xšāyaθiya abavam piça gāθavā; yaθā adam xšāyaθiya abavam, vasai taya fraθaram akunavam; tayamai piça krt̥ am āha, ava adam apayai, utā aniya krt̥ am abījāvayam; tayapati adam akunavam utamai taya pitā akunauš, ava visam vašnā Auramazdahā akumā.

• Na p. 7 do pdf, primeira linha do §5o, corrige-se “ao”, para “o”.

Onde se lê:

§5o Diz Xerxes, o rei: que Ahura Mazda me proteja, e ao meu império

Leia-se:

§5o Diz Xerxes, o rei: que Ahura Mazda me proteja, e o meu império

• Na p. 10 do pdf, linha 15, corrige-se “acadiado” para “acadiano”.

Onde se lê:

Em acadiado a ênfase é diferente

Leia-se:

Em acadiano a ênfase é diferente

• Entre as p. 11-12 do pdf, §3°, corrigi-se a grafia de Histaspes, substitui-se “imp.” por “ipf.” e exclui-se “pace”.

Onde se lê:

Aqui temos um caso da famosa fórmula veteropersa conhecida como “naming phrase” - um meio de indicar o nome da pessoa, acompanhado de nāma (m.) ou nāmā (f.), sempre no nominativo, independentemente da função sintática cumprida na oração50 -, com o verbo “ser/estar” (v. ah-, 3a p. sing. ipf. atv.; cf. SCHMITT, 2014, p. 126) ao final. Algo como “para Dario havia um pai de nome Hístapes, para Hístapes havia um pai de nome Arsames” ou, conforme Schmitt, “o pai de Dario era (um homem) de nome Hístapes, o pai de Hístapes era (um homem) de nome Arsames”51. Em acadiano, há uma construção análoga com a aposição de MU-šú ao NP (i.e., šumšu, i.e., šumum com suf. pron. possessivo da 3a p. m. sing.; cf. MALBRAN-LABAT, 1994, p. 18) “- Hístapes, o nome dele (era)”. utā Vištāspa utā R̥šāma. A construção utā ... utā é uma forma de coordenar palavras: “tanto Hístapes quanto Arsames”, “Hístapes e Arsames”, ou “ambos Hístapes e Arsames” (SKJÆRVØ, 2009, p. 149). Os nomes Vištāspa e R̥šāma têm ressonâncias avésticas (SKJÆRVØ, 1999, p. 36). ubā ajīvatam. “ambos viviam” (o v. é a forma de jīv-, “viver”, na 3a pes. dual imp. atv., portanto, “os dois viviam”; cf. SCHMITT, 2014, p. 197). aci Auramazdām avaθā kāma āha. A partícula aci é um hápax legómenon, mas seu sentido adversativo é claro52 (SCHMITT, 2014, p. 125): Histapes e Arsames estavam vivos, “mas” Ahura Mazda desejou fazer Dario rei (SKJÆRVØ, 2009, p. 152; em acadiano, o correspondente é al-la-ʾ “mas, em vez disso”; cf. CAD, a/1, p. 350; CDA, p. 12). “Assim” (avaθā; adv. cf. SCHMITT, 2014, p. 146) “o desejo” (kāma; subs., n., sing., m.; cf. SCHMITT, 2014, p. 198) “era” (āha) “para Ahura Mazda” (no ac.). Para essa construção impessoal do substantivo com cópula e ac. pessoal, cf. SKJÆRVØ (2009, p. 106). Dārayavaum haya manā pitā, avam xšāyaθiyam akunauš ahyāyā bū;miyā. “A Dario, o meu pai, àquele ele [= Ahura Mazda] fez rei nesta terra” (para essa oração relativa, cf. SKJÆRVØ, 2009, p. 159). Já tivemos a oportunidade de analisar a semântica e a morfologia da maioria desses elementos. yaθā Dārayavauš xšāyaθiya abava, vasai taya fraθaram akunauš. “Quando” (yaθā; cf. SCHMITT, 2014, p. 292) Dario (grafado no original com uma adição equivocada: da-a-ra-ya-va-{ha}-u-ša,53 provavelmente uma correção dos escribas no lugar errado, uma vez que o ha que se esperaria no gen. está faltando no §4o54) “se tornou” (v. bav- na 3a p. sing. ipf. atv.; cf. SCHMITT, 2014, p. 153) rei, ele fez “muito” (adv. vasai, cf. SCHMITT, 2014, p. 276) “o que” (taya-, pron. relativo sing. nom. n.; cf. SCHMITT, 2014, p. 192-193) (é) “excelente” (fraθara-, adj. comparativo formado com o acréscimo do sufixo -tara, aqui no nom. sing. n.; “superior”; cf. SKJÆRVØ, 2009, p. 79-80; SCHMITT, 2014, p. 177-178; cf. também MACEDO, 2020, p. 52; pace55, que o interpretou como ac.; usado para qualificar construções56).

Leia-se:

Aqui temos um caso da famosa fórmula veteropersa conhecida como “naming phrase” - um meio de indicar o nome da pessoa, acompanhado de nāma (m.) ou nāmā (f.), sempre no nominativo, independentemente da função sintática cumprida na oração50 -, com o verbo “ser/estar” (v. ah-, 3a p. sing. ipf. atv.; cf. SCHMITT, 2014, p. 126) ao final. Algo como “para Dario havia um pai de nome Histaspes, para Histaspes havia um pai de nome Arsames” ou, conforme Schmitt, “o pai de Dario era (um homem) de nome Histaspes, o pai de Histaspes era (um homem) de nome Arsames51. Em acadiano, há uma construção análoga com a aposição de MU-šú ao NP (i.e., šumšu, i.e., šumum com suf. pron. possessivo da 3a p. m. sing.; cf. MALBRAN-LABAT, 1994, p. 18) “- Histaspes, o nome dele (era)”. utā Vištāspa utā R̥šāma. A construção utā ... utā é uma forma de coordenar palavras: “tanto Histaspes quanto Arsames”, “Histaspes e Arsames”, ou “ambos Histaspes e Arsames” (SKJÆRVØ, 2009, p. 149). Os nomes Vištāspa e R̥šāma têm ressonâncias avésticas (SKJÆRVØ, 1999, p. 36). ubā ajīvatam. “ambos viviam” (o v. é a forma de jīv-, “viver”, na 3a pes. dual ipf. atv., portanto, “os dois viviam”; cf. SCHMITT, 2014, p. 197). aci Auramazdām avaθā kāma āha. A partícula aci é um hápax legómenon, mas seu sentido adversativo é claro52 (-SCHMITT, 2014, p. 125): Histaspes e Arsames estavam vivos, “mas” Ahura Mazda desejou fazer Dario rei (SKJÆRVØ, 2009, p. 152; em acadiano, o correspondente é al-la-ʾ “mas, em vez disso”; cf. CAD, a/1, p. 350; CDA, p. 12). “Assim” (avaθā; adv. cf. SCHMITT, 2014, p. 146) “o desejo” (kāma; subs., n., sing., m.; cf. SCHMITT, 2014, p. 198) “era” (āha) “para Ahura Mazda” (no ac.). Para essa construção impessoal do substantivo com cópula e ac. pessoal, cf. SKJÆRVØ (2009, p. 106). Dārayavaum haya manā pitā, avam xšāyaθiyam akunauš ahyāyā bū;miyā. “A Dario, o meu pai, àquele ele [= Ahura Mazda] fez rei nesta terra” (para essa oração relativa, cf. SKJÆRVØ, 2009, p. 159). Já tivemos a oportunidade de analisar a semântica e a morfologia da maioria desses elementos. yaθā Dārayavauš xšāyaθiya abava, vasai taya fraθaram akunauš. “Quando” (yaθā; cf. SCHMITT, 2014, p. 292) Dario (grafado no original com uma adição equivocada: da-a-ra-ya-va-{ha}-u-ša,53 provavelmente uma correção dos escribas no lugar errado, uma vez que o ha que se esperaria no gen. está faltando no §4o 54) “se tornou” (v. bavna 3a p. sing. ipf. atv.; cf. SCHMITT, 2014, p. 153) rei, ele fez “muito” (adv. vasai, cf. SCHMITT, 2014, p. 276) “o que” (taya-, pron. relativo sing. nom. n.; cf. SCHMITT, 2014, p. 192-193) (é) “excelente” (fraθara-, adj. comparativo formado com o acréscimo do sufixo -tara, aqui no nom. sing. n.; “superior”; cf. SKJÆRVØ, 2009, p. 79-80; SCHMITT, 2014, p. 177-178; cf. também MACEDO, 2020, p. 5255; usado para qualificar construções56).

• Na nota de rodapé 55, p. 12, insere-se “Pace”. Pace KENT, 1950, p. 198, que o interpretou como ac.

Onde se lê:

Leia-se:

• Na p. 13, §4o, 5a e e antepenúltima linhas, substitui-se “gāθāvā” por “gāθavā”.

Onde se lê:

§4o. (…) No entanto, a compreensão de que o trecho gāθāvā ašiyava denotaria, simplesmente, o falecimento do rei, refutou essa teoria. (…) yaθāmai pitā Dārayavauš gāθāvā ašiyava.”

Leia-se:

§4o. (…) No entanto, a compreensão de que o trecho gāθavā ašiyava denotaria, simplesmente, o falecimento do rei, refutou essa teoria. (…) yaθāmai pitā Dārayavauš gāθavā ašiyava.”

• Na p. 14 do pdf, exclui-se o traço na 6a linha; sobrescreve-se o “d” de “da-ḫu-ru-ma-az-da-” na 8a linha; altera-se frase entre a 12a e a 13a linhas; substitui-se “nom. sing. n.” por “ac. sing. n.” na construção entre parênteses na 17a linha; acentua-se abījavayam como abījāvayam na 22a linha; substitui-se “nom” por “ac.” na 22a linha; acentua-se “vašna” como “vašnā” na 26a linha; insere-se ponto final.

Onde se lê:

em que se associa a vašna - ao próprio Dario

Leia-se:

em que se associa a vašna ao próprio Dario

Onde se lê:

šá da-ḫu-ru-ma-az-da-ʾ

Leia-se:

šá da-ḫu-ruma-az-da-ʾ

Onde se lê:

(krt̥am āha, um “perf. perifrástico”, no tempo mais-que-perfeito, formado pelo part. pass. com sufixo -ta…)

Leia-se:

(krt̥am āha, uma construção perifrástica, formada pelo part. pass. com sufixo -ta…)

Onde se lê:

“aquilo” (ava-, pron. demonstrativo, dêixis distante, nom. sing. n.; cf. SCHMITT, 2014, p. 191)

Leia-se:

“aquilo” (ava-, pron. demonstrativo, dêixis distante, ac. sing. n.; cf. SCHMITT, 2014, p. 191)

Onde se lê:

utā aniya kr̥tam abījavayam.

Leia-se:

utā aniya kr̥tam abījāvayam.

Onde se lê:

E “outro” (aniya-, adj. sing. nom. n.; cf. SCHMITT, 2014, p. 130)

Leia-se:

E “outro” (aniya-, adj. sing. ac. n.; cf. SCHMITT, 2014, p. 130)

Onde se lê:

tayapati adam akunavam utamai taya pitā akunauš, ava visam vašna Auramazdahā akumā.

Leia-se:

tayapati adam akunavam utamai taya pitā akunauš, ava visam vašnā Auramazdahā akumā.

Onde se lê:

(akumā possivelmente um aor. radical, 3a p. plur. atv. do verbo kar-; cf. SCHMITT, 2014, p. 200)

Leia-se:

(akumā possivelmente um aor. radical, 3a p. plur. atv. do verbo kar-; cf. SCHMITT, 2014, p. 200).

• Ao final do texto, p. 15 do pdf, leia-se:

Agradecimento

O autor agradece à FAPESP pelo financiamento da pesquisa intitulada “Eunucos da corte nos relevos monumentais neo-assírios e aquemênidas: entre Assurnasirpal II (883-859 a.C.) e Dario I (522-486 a.C.)”, processo n. 2023/01822-6; e pelo financiamento da pesquisa intitulada “O lugar dos eunucos da corte nos impérios neoassírio e aquemênida: uma análise comparativa”, processo n. 2022/07801-8.

  • 55
    KENT, Roland G.
  • 55
    Pace KENT, 1950, p. 198, que o interpretou como ac.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    26 Ago 2024
  • Data do Fascículo
    2024

Histórico

  • Aceito
    29 Maio 2024
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