Para a história da arte, os escritos de artistas são referências documentais importantes. Em razão disso, apresenta-se uma tradução anotada de três textos de Edvard Munch (1863-1944) relativos à história da elaboração de suas obras mais conhecidas, bem como de suas respectivas exposições: o manuscrito “Ibsen e o friso da vida!” (não datado) e os textos posteriores, nele baseados, O friso da vida (1918) e A gênese do friso da vida (1928), que serviram de apresentação à exposição O friso da vida. Esta reuniu grande parte das obras de Munch e foi o projeto artístico de sua vida; assim, tais textos dão voz ao artista e possibilitam interpretar e compreender melhor a obra desse expoente da arte. Esses textos também apontam para a possibilidade de que o próprio artista possa servir de referencial teórico ao estudo de suas obras.
Palavras-chave:
história da arte; Edvard Munch; acervo digital do Museu Munch; manuscrito de artista; livreto de exposições artísticas
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Fonte: https://www.emunch.no/FACSIMILENo-MM_UT0008.xhtml
Traduzida do catálogo da exposição Livsfrisen, p. 5-7Fonte: https://www.emunch.no/FACSIMILENo-MM_UT0022.xhtml
Óleo sobre tela, 115,5 x 180,5 cmFonte: Museu Munch
Fonte: https://www.uio.no/om/kultur/kunst/aulaen/munchs-malerier-i-aulaen/ universitetets-aula-og-edvard-munch.html
Fonte: https://www.uio.no/om/kultur/kunst/aulaen/munchs-malerier-i-aulaen/
Óleo sobre tela, 120 x 118,5 cmFonte: Museu Munch
Óleo sobre tela, 169,5 x 152,5 cmFonte: Museu Munch
Dimensões: 227 x 139 mmFonte: https://www.emunch.no/HYBRIDNo-MM_N0415.xhtml
1 Disponível em: https://www.emunch.no/HYBRIDNo-MM_N0415.xhtml. Acesso em: jan. a jun. 2020. O Museu Munch transcreve o mais fielmente possível a escrita do artista em seus manuscritos; salvo aquelas assinaladas por “N.T.”, as demais notas a partir daqui são todas do museu.2 N.T.: Os manuscritos de Munch são identificados no acervo digitalizado por siglas padronizadas, em que MM significa Museu Munch, N 415 é o número no acervo (N = notat = anotação) e cada folha (bl. = blad), por sua vez, é identificada como frente (r. = recto) ou verso (v.).3 Munch teve contato com Henrik Johan Ibsen (1828-1906) na galeria Blomqvist em 1895. Munch identificava-se fortemente com Ibsen e seus escritos.4 Esta instituição ainda não está incluída no registro de instituições do arquivo.5 Julius Elias (1861-1927): escritor alemão, tradutor, historiador da literatura e da arte, colecionador de arte. Casado com Julie Elias.6 Freie Bühne (Die Neue Rundschau): revista berlinense.7 Arbiensgade, Arbinsgate: rua do centro de Oslo.8 Karl Johans gate: rua principal de Oslo.
1 Grand Hotel, Grand Cafe: hotel e café de Oslo situado na rua Karl Johan. 2 Sigurd Høst (1866-1939): pedagogo norueguês, autor de livros didáticos. Casado com Isabella “Lolly” Alver, nascida Vibe, irmã de Ingse Vibe. Padrasto de Inger Alver Gløersen. Amigo de Munch durante toda a sua vida. Vendeu gravuras e pinturas de Munch.
1 N.T.: Vide nota 18.
1 Aurélien Marie Lugné-Poë (1869-1940): diretor e ator de teatro francês.2 Nathansen e esposa: presumivelmente Thadée Natanson (1868-1951), advogado, jornalista e crítico de arte francês e sua esposa, a pianista e modelo artística Misia Sert (pseudônimo de Maria Zofia Olga Zenajda Godebska, 1872-1950). Natanson foi um dos fundadores do jornal literário La Révue Blanche.3 Herman Bang (1857-1912): escritor dinamarquês. O principal representante do impressionismo literário da Dinamarca. Residiu na Noruega várias vezes por longos períodos.4 Peer Gynt: protagonista da peça em versos homônima de Ibsen (1867). Também usado como personagem literário nos escritos de Munch. Às vezes, Peer/Per Gynt está entre “os inimigos”; outras vezes, Munch se identifica com ele.5 N.T.: Terceiro lapso munchiano deste tipo; o artista parece pensar que está um século à frente de seus contemporâneos.
1 Quando despertamos de entre os mortos: peça de Ibsen (1899).
1 Personagem literária da peça de Ibsen Quando despertamos de entre os mortos, que Munch identifica com a mulher enlutada presente em Os três estágios da mulher.2 Madame Maja Rubek, esposa do professor e escultor Arnold Rubek, personagem do drama de Ibsen Quando despertamos de entre os mortos, que Munch identifica com a mulher apaixonada de Os três estágios da mulher
1 N.T.: Vide nota 26.2 Cidade da costa ocidental da Noruega.
1 N.T.: O concurso para a decoração artística do novo auditório da Universidade de Oslo.

1 Harald Nørregaard (1864-1938): advogado norueguês. Casado com Aasta Carlsen, posteriormente com Marit Liv Tillier. Por intermédio de Aasta (mais tarde Aase), Nørregaard entrou em contato com artistas noruegueses. Ele admirava particularmente a arte de Munch e adquiriu várias de suas melhores pinturas. Liderou e venceu uma ação representando Munch contra o advogado Ludvig Meyer. Continuou como advogado de Munch e o apoiou como amigo em diversas crises difíceis; entre outras coisas, visitou-o em Copenhague em 1909.

Fonte: https://www.emunch.no/FACSIMILENo-MM_UT0023.xhtml
Fonte: https://www.emunch.no/HYBRID_FACSNo-MM_UT0023.xhtml