A resenha analisa a obra A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais (2024a), de Jonathan Haidt, sob a ótica dos impactos da tecnologia na formação humana e na linguagem. O objetivo é examinar a tese do autor sobre a drástica transição de uma infância baseada no brincar para uma infância baseada no celular, correlacionando-a à epidemia de transtornos mentais juvenis. O texto detalha os quatro danos fundamentais: privação social, privação de sono, fragmentação da atenção e vício. Por fim, conclui-se discutindo as tensões entre as propostas de banimento de smartphones e as diretrizes de letramento digital da BNCC, problematizando a aplicação de normas globais em cenários de desigualdade tecnológica e infraestrutural típicos do Sul Global.
Palavras-chave:
Cultura digital; Infância; Letramento digital; Saúde mental
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