Por meio do arcabouço metodológico da micro-história, este artigo busca, por intermédio de um caso “excepcional normal”, demonstrar as intersecções entre política e moral no contexto da ditadura civil-militar brasileira. Mediante a suposta implicação da travesti Consuelo Lamarca como participante de uma ação armada realizada pela Dissidência Comunista da Guanabara, lança-se luz, com base nas investigações e incursões repressivas realizadas pelos aparatos policiais da ditadura e da construção narrativa dos órgãos midiáticos, à articulação entre opressões de gênero e a repressão aos grupos políticos que visavam derrubar a ditadura e realizar a revolução brasileira.
Palavras-chave:
Ditadura; Gênero; Travesti; Luta armada; Repressão
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Fonte: Luta Democrática, 15 jul. 1969, p. 2.