O artigo analisa a posição do Império do Brasil durante a Guerra Grande (1838-1852), com foco no papel do Conselho de Estado na formulação da política externa. Em vez de uma neutralidade serena, revela-se uma postura complexa, moldada por fatores internos, regionais e internacionais. Criado em 1841, o Conselho teve papel central na análise de temas diplomáticos. O estudo examina as Consultas do Segundo Conselho (1841-1848), destacando percepções sobre repúblicas vizinhas e seus líderes, vistos com desconfiança. A neutralidade brasileira é apresentada como postura estratégica diante da Revolta Farroupilha, das preocupações fronteiriças e do risco de guerra com a Argentina. A análise mostra como o Brasil buscou equilibrar interesses nacionais e regionais em um cenário sul-americano instável no século XIX.
Palavras-chave:
Brasil Império; Uruguai; Conselho de Estado
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O gráfico mostra o número de Consultas do Conselho de Estado sobre Negócios Estrangeiros comparando o número total e os números relativos ao Rio da Prata e à Grã-Bretanha. Enquanto ano após ano os números relativos à Grã-Bretanha desciam, os números relativos ao Rio da Prata cresciam, ultrapassando-os.