A partir da história de duas mulheres, uma que emigra para o Rio de Janeiro e outra que permanece na Galícia, analisaremos as emoções experienciadas e vividas como representação dos processos migratórios femininos. Baseando-nos na história oral, nos documentos familiares, recuperaremos as narrativas dessas mulheres, suas memórias e sentimentos que envolvem desejo ora de liberdade, angústia, repressão, solidão, ora de esperança. Ambas, apesar de se encontrarem em espaços geográficos diferentes, sofreram a cultura de um patriarcado, foram privadas de decisões, tanto no partir para outras terras, quanto no permanecer no lugar de origem, mas, também buscaram, em seu cotidiano, estratégias de sobrevivência em suas fronteiras femininas. Utilizaremos o conceito de comunidades emocionais de Barbara H. Rosenwein para compreender as mulheres migrantes dentro de grupos sociais cujos membros aderem às mesmas valorações sobre as emoções.
Palavras-chave:
Mulheres; Imigrantes galegas; Experiências