| Conhecimento sobre medidas de biossegurança15 |
Verificou-se conhecimento satisfatório em relação aos meios de transmissão, à necessidade de medidas rígidas de biossegurança, ao esquema vacinal e aos métodos de prevenção em casos de acidente biológico. |
Baixa oferta de treinamento, uso esporádico de EPIs, limitações na disponibilização de testes de imunização (anti-HBs) e subnotificação de acidentes. |
| Conhecimento, atitudes e práticas16 |
Conhecimentos médios e imprecisos sobre o gerenciamento e a profilaxia pós-exposição, busca por prática segura e atitude favorável em relação às medidas preventivas. Ainda, verificou-se a alta prevalência de profissionais que não completaram o calendário vacinal. |
Baixo nível de cobertura vacinal e alta taxa de acidentes ocupacionais com perfurocortante. |
| Conhecimentos, comportamentos e práticas17 |
Baixa percepção de risco e de conhecimento quanto aos métodos de transmissão. Ainda, o nível educacional foi preditor para a intenção de comportamentos seguros e a adesão às medidas de prevenção. |
Idade elevada, nível de formação, alta carga horária de trabalho. |
| Conhecimentos, atitudes e práticas18 |
O conhecimento sobre a infecção foi adequado e as atitudes foram positivas. Os principais déficits no conhecimento estiveram associados ao modo de transmissão, ao calendário vacinal e ao caráter evitável da doença. |
Ausência de esquema vacinal completo e falhas na adesão a recomendações, protocolos e práticas preventivas. |
| Conhecimento e práticas preventivas19 |
Bom conhecimento sobre as complicações e transmissão. Em relação às práticas preventivas, destacam-se o rastreio e a notificação de acidentes ocupacionais, a completude vacinal, o não compartilhamento de materiais hospitalares. |
O baixo conhecimento constitui condição de risco, uma vez que nem todos os profissionais executam, corretamente, as estratégias de prevenção da transmissão vertical. |
| Conhecimento sobre a pós-exposição ocupacional20 |
Apesar da conscientização sobre o risco, do desempenho assistencial e do estado de vulnerabilidade para o VHB, falhas nos conhecimentos foram identificadas, estando associadas ao reconhecimento do ambiente ocupacional como meio de infecção, bem como ao gerenciamento pós-exposição e ao estabelecimento de condutas profiláticas. |
Ambiente laboral, esquema vacinal ausente e/ou incompleto, medo e acessibilidade da vacina. |
| Percepção de ameaça e comportamentos de prevenção21 |
A adoção de comportamentos preventivos esteve relacionada ao maior nível de escolaridade, à percepção de ameaça sobre a doença e à alta prevalência de complicações. |
Nível de escolaridade. |
| Conhecimentos, atitudes e práticas22 |
Verificaram-se conhecimento adequado e atitude positiva, mas práticas inadequadas em relação aos acidentes ocupacionais, influenciando, assim, na maior incidência e transmissão da doença. |
Práticas inadequadas de biossegurança. |
| Conhecimento e prática23 |
Faz-se necessária a implementação de programas de capacitação que envolvam marcadores de hepatite B, técnicas de administração de vacinas, doses, registros adequados e orientações a pacientes e famílias. Os maiores níveis de conhecimento estiveram relacionados ao nível de formação, bem como aos profissionais que participaram de atividades de educação continuada. |
Tempo de formação e nível de escolaridade. |
| Conhecimentos, atitudes e práticas sobre a transmissão vertical24 |
Apesar do reconhecimento da doença como agravo de notificação compulsória e das etapas do esquema vacinal, verificaram-se déficits no conhecimento sobre as condutas de prevenção da transmissão para o recém-nascido, marcadores sorológicos e na indicação vacinal durante o pré-natal. |
O nível de conhecimentos, atitudes e práticas pode revelar que a população pode estar em situação de risco para a infecção, uma vez que nem todos os profissionais envolvidos conhecem ou realizam, adequadamente, as estratégias de controle. |
| Conhecimento e práticas preventivas da transmissão vertical25 |
O conhecimento foi limitado e as práticas preventivas foram comumente negligenciadas ou realizadas de forma inconsistente. A subnotificação da doença, a não indicação de esquema vacinal e as falhas no encaminhamento para a avaliação especializada e no monitoramento de sintomas, de complicações e do risco de morte foram identificadas. Esses resultados representaram a oportunidade para treinamento e capacitações direcionados às melhores práticas e condutas clínicas. |
Baixa participação em atividades de educação permanente. |
| Conhecimento e práticas relacionados à exposição e incidentes percutâneos26 |
O nível impreciso de conhecimentos constituiu risco ocupacional e contribuiu para a adoção de práticas não seguras. Falhas foram identificadas no uso de EPI, no manejo após o contato direto com fluidos corporais e no descarte de instrumentos perfurocortantes. Apesar disso, os níveis de cobertura vacinal, de realização de teste pós-vacinal e do desenvolvimento de títulos de anticorpos protetores foram expressivos. |
Alta prevalência de lesão com perfurocortante e elevada exposição mucocutânea a fluidos corporais. |
| Conhecimento, atitudes e aceitação da vacinação27 |
Os participantes apresentaram boa compreensão sobre a infecção, alta cobertura vacinal e busca elevada pela realização de teste para a mensuração do nível de anticorpos. |
Os fatores que influenciaram a aceitação da vacina incluíram a disponibilidade gratuita e informações sobre os benefícios, geralmente, prestadas por especialistas em saúde ocupacional. |
| Percepção e conhecimento sobre a aceitação da vacina28 |
Verificaram-se falhas no conhecimento sobre os mecanismos de transmissão, assim como baixa cobertura vacinal nos profissionais investigados. |
Medo dos efeitos colaterais, de contrair Aids ou hepatite e dúvidas sobre os indicadores de eficácia. |
| Conhecimento29 |
Apesar do reconhecimento sobre a necessidade do controle epidemiológico, a falta de conhecimento foi evidenciada, mostrando lacunas consideráveis sobre a história natural da doença, mecanismos de transmissão e indicadores de morbimortalidade. |
Não descreveu fatores associados. |