Objetivos: verificar a efetividade da ordenha de drenos de mediastino em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca na prevenção de oclusão hemática e complicações pós-operatórias.
Método: ensaio clínico randomizado, controlado, paralelo e triplo cego, realizado com 80 pacientes adultos de um hospital público do norte do Brasil, alocados na proporção 1:1, sendo 40 no grupo controle (sem ordenha de dreno mediastinal) e 40 no grupo intervenção (com ordenha de dreno mediastinal). Ambos os grupos foram avaliados quanto à oclusão do dreno, volume drenado, tempo para retirada do dreno e ocorrência de complicações. Para análise dos dados foi utilizado o software BioEstat® 5.3, adotado nível de significância de α=0,05 e intervalo de confiança de 95 %. O estudo seguiu as recomendações do Consolidated Standards of Reporting Trial e foi cadastrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos - REBEC (RBR-38mm3wn).
Resultados: nenhum caso de oclusão hemática foi observado. O volume médio drenado nas primeiras 12 horas foi aproximadamente 1,5 vezes maior no grupo intervenção (355,1 ml vs. 236,6 ml p=0,0075). O tempo médio para retirada do dreno foi de 2,8 dias (DP: 0,9 dias) e no Grupo S-ORD foi de 3,1 dias (DP: 1,1 dias). O grupo controle apresentou maior taxa de complicações comparada ao grupo intervenção (35,0 % e 17,5 %, p=0,0005), destacando as arritmias (55 % e 27,5 %, p=0,0231).
Conclusões: a ordenha do dreno mediastinal no pós-operatório de cirurgia cardíaca está associada a maior drenagem nas primeiras 12 horas e menor incidência de complicações pós-operatórias, incluindo arritmias.
DESCRITORES:
Cirurgia torácica; Tubos torácicos; Ensaio clínico controlado aleatório; Cuidados de enfermagem; Tamponamento cardíaco
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Fonte: adaptado de CONSORT 2010 checklist of information to include when reporting a randomized trial.