Trata-se de comentário ao artigo “’Há um jacaré no banheiro’: pânicos morais, gramáticas proibicionistas e ameaças à circulação pública de corpos trans”, de Solluá Borges de Souza e Regina Facchini (Souza e Facchini 2025), publicado no número 41 de Sexualidad, Salud y Sociedad – Revista Latinoamericana. No comentário, que sucedeu a emissão de um parecer acerca do artigo, abordo dois movimentos analíticos depreendidos pelas autoras e que me parecem centrais para o desvelamento das dinâmicas contemporâneas das ofensivas antigênero: o emprego da categoria analítica “gramática proibitiva” e sua compreensão no interior de fenômenos sociais mais duradouros, alusivos à noção de Estado.
Palavras-chave:
ofensiva antigênero; público e privado; banheiros