Este artigo é uma reflexão sobre o papel da pesquisa a partir de enfoques feministas que utilizam metodologias críticas no campo da saúde na América Latina. A partir de uma revisão narrativa nas bases de dados mais importantes (Scopus, WoS, LILACS, Latindex, Scielo e PubMed) e em repositórios de universidades da região, foram identificadas e caracterizadas as técnicas e estratégias mais utilizadas, assim como os temas abordados. Os resultados mostram uma baixa presença desse tipo de enfoque e técnicas na pesquisa em saúde, o que abre reflexões sobre os objetivos para os quais se realizam esse tipo de investigação, seus circuitos de divulgação de conhecimento, as condições e possibilidades da produção científica com enfoque feminista, bem como as relações de poder nos espaços acadêmicos, entre outras possíveis.
Palavras-chave:
metodologias críticas; enfoques feministas; saúde; ciências sociais; América Latina