Resumo
Resumo Este artigo analisa como os processos hormonais da testosterona intervêm na construção identitária da transmasculinidade, em um contexto de despatologização e desjudicialização da transexualidade. A partir de entrevistas semiestruturadas com transmasculinidades na cidade de Mar del Plata, Argentina, o artigo reconstrói o acesso à testosterona e as características que ela assume na prática da biocidade trans. Em seguida, detalha os efeitos somáticos que as entrevistadas identificam para explicar como os atributos genéricos da testosterona se inserem na retórica do corpo hormonal, permitindo-lhes, simultaneamente, imaginar um projeto corporal desejado.
Palavras-chave:
transmasculinidades; testosterona; biocidadania trans; efeito somático; corpo hormonal