Neste escrito, analisamos o controle migratório fronteiriço entre Argentina e Chile, particularmente no espaço noroeste do primeiro (NOA) e nordeste (NECH) do segundo. Para isso, trabalhamos a partir de uma análise multiescalar qualitativa, fruto de um trabalho de campo (2022) e de uma coleta de documentos. A partir destes, primeiramente, apresentamos um conjunto de generalizações das relações bilaterais entre os países sobre o controle migratório e fronteiriço. Em segundo lugar, expomos as especificidades da zona NOA e NECH, construindo três tópicos de interpretação: as infraestruturas fronteiriças, as rotinas e arranjos institucionais sobre os controles das pessoas (e seus documentos) e os alertas/vigilâncias diante de possíveis situações consideradas pelos Estados como ilícitas. Uma das conclusões alcançadas indica que os controles fronteiriços têm critérios diferenciais de securitização, que variam (plasticidade) conforme os movimentos e os níveis de ameaças e riscos territorialmente situados e definidos pelo Estado.
Artículo Original • Soc. Estado 40
(2)
• 2025 • https://doi.org/10.1590/s0102-6992-20254002e55037 copiar
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