O artigo apresenta um relato de experiência do processo de construção da Caderneta Digital de Adolescentes (CDA), miniaplicativo no Meu SUS Digital destinado a adolescentes de 12 a 19 anos, iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, o Fundo das Nações Unidas para a Infância e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O relato descreve as principais etapas do processo, com ênfase na Oficina de Inovação Presencial, seus desafios e potencialidades, e destaca o protagonismo de adolescentes como estratégias de fortalecimento do cuidado integral e da cidadania no campo da saúde pública. A metodologia participativa envolveu nove oficinas virtuais e uma presencial, para definir conte-údos, formatos e linguagens da CDA. As contribuições foram sobre comunicação, linguagem e educação em saúde; acessibilidade e inclusão digital; proteção e segurança; engajamento de adolescentes; e cuidado integral e saúde mental. A experiência revelou a capacidade crítica e criativa de adolescentes na construção de políticas públicas, tensionando práticas adultocêntricas e ampliando a legitimidade da escuta social no Sistema Único de Saúde (SUS). Concluiu-se que metodologias participativas potencializam a efetividade das ações em saúde e reafirmam o SUS como espaço democrático de produção coletiva do direito à saúde.
PALAVRAS-CHAVE
Participação social; Protagonismo adolescente; Saúde digital.