O farmacêutico vem passando por alterações em sua identidade profissional (IP), compreendida pelas habilidades, conhecimentos, valores, comportamentos e atitudes necessárias para seu papel no mundo do trabalho. Esse artigo tem por objetivo analisar elementos da IP farmacêutica na Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de um estudo exploratório, qualitativo, com entrevista semiestruturada. Participaram farmacêuticos que atuam na APS, no Conselho Regional de Farmácia e em universidades. Utilizou-se análise de conteúdo temática das entrevistas a partir de três categorias: “percurso profissional e formativo”, “IP considerando os atributos da APS” e “atuação na APS frente à regulação profissional e sanitária”. Observou-se elevada escolaridade e tempo médio de sete anos de atuação para aqueles da APS. A análise das entrevistas aponta para o surgimento de uma “nova identidade”, mais consciente e segura de seu papel no cuidado e na assistência, ainda que construída com o enfrentamento dos desafios nas relações de trabalho, ensino tecnicista, pouco reconhecimento pelos pares e com os obstáculos da regulação profissional. Foi possível explicitar mudanças nas políticas públicas para a garantia da atuação do farmacêutico como parte integrante da equipe de saúde.
Palavras-chave:
Formação da Identidade Profissional; Farmacêuticos; Assistência Farmacêutica; Atenção Primária à; Saúde; Saúde Pública.