O artigo tem por objetivo explorar questões referentes à Participação e o Controle Social, tomando como pano de fundo aspectos metodológicos e tecnopolíticos experimentados no curso de “Formação em Monitoramento e Avaliação para o Controle Social no SUS”, parceria entre a ENSP/Fiocruz e o ISC/UFMT. O curso visava fortalecer a Participação Social nos processos de formulação, implementação e avaliação de políticas públicas via instrumentalização de apoiadores técnicos e representantes dos conselhos de saúde e fomento do desenvolvimento de possibilidades de aplicabilidade, replicabilidade e multiplicabilidade do referencial teórico-metodológico. O artigo contém uma seção “Considerações Metodológicas”, expondo reflexões envolvendo o processo de elaboração do texto; uma seção “Considerações Conceituais”, na qual se faz uma discussão dos conceitos de Tecnopolítica, de Participação e de Controle Social; uma seção “Problematizações e Desafios”, onde se tecem considerações sobre os limites e potencialidades metodológicas e tecnopolíticas da radicalização da Participação e do Controle Social vis-à-vis a formação em M&A para conselheiros de saúde e apoiadores enquanto multiplicadores, lançando mão do mapeamento e cotejamento dos trabalhos de campo produzidos pelos participantes do curso; por último, uma seção “Considerações Finais” do artigo.
Palavras-chave:
Participação Social; Controle Social; Conselhos de Saúde; Política; Democracia.