Este artigo explora possíveis contribuições da Psicologia Ecológica de Gibson para a criação artística no âmbito das Instalações sonoras interativas. Fornece uma revisão histórica da evolução dessa forma de arte, destacando a crescente ênfase no papel do espaço e do corpo (ação do público) na formação do conceito de interatividade. O artigo também investiga como a pesquisa em acústica ecológica integrou perspectivas interdisciplinares da sociologia, antropologia e ciência cognitiva para promover um ambiente acústico mais equitativo e justo. Considerando que o conceito de corpo situado no mundo é fundamental tanto para a Arte Interativa quanto para a Ciência Cognitiva, em especial para a Psicologia Ecológica de Gibson, este texto apresenta seus principais aspectos. Em seguida, discute como esses aspectos podem ser aplicados em Instalações sonoras interativas. Para concluir, sugere que a aplicação dos conceitos da Psicologia Ecológica em Instalações sonoras interativas pode contribuir para os objetivos da recente ecologia acústica em criar um ambiente acústico mais justo.
Palavras-chave:
Instalações sonoras interativas; ecologia acústica; psicologia ecológica; J. J. Gibson; cognição musical
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