este artigo procura identificar e discutir particularidades performativas do repertório para a mão esquerda. Foram selecionadas cinco obras de compositores portugueses (António Chagas Rosa, Cláudio Carneyro, Christopher Bochmann, Joaquim d’Almeida e Paulo Bastos) como base em pesquisa de estudos de caso, assente numa abordagem qualitativa informada pela prática e em inferência a partir da partitura, com parâmetros de análise baseados nas estratégias para pianistas com mãos pequenas de Lora Deahl e Brenda Wristen (2017). Além de integrarem um repertório pouco estudado, estas obras permitem a comparação com abordagens a duas mãos ou para mão direita solo. Os limites de abertura de mão e dedos, de deslocação no teclado e da execução ‘simultânea de múltiplos acontecimentos’ colocam dificuldades de fadiga, força e alcance. As soluções motoras, técnicas e musicais revelam padrões específicos associados à execução com uma só mão, configurando-se enquanto elementos estruturantes na construção de uma linguagem performativa própria.
Palavras-chave:
Música portuguesa; Obras de piano para a mão esquerda; Prática performativa; Limitações físicas
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Fonte: Carneyro (2019, p. 94)
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Fonte: Elaborada pelos autores (2025)
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Fonte: adaptado de Carneyro (2019, p. 98)
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