RESUMO
Deglutição e reflexo de tosse na doença de Parkinson
Aretuza Zaupa Gasparim
Mestre, Professora do Instituto Brasileiro de Therapias e Ensino Ibrate Maringá/Londrina/Cascavel (PR), Brasil
Gasparim AZ. Eficácia da deglutição e do reflexo de tosse na doença de Parkinson [dissertação]. Curitiba: Universidade Tuiuti do Paraná; 2007.
OBJETIVO: Analisar a eficácia da deglutição e do reflexo de tosse nos casos de penetração laríngea e/ou aspiração traqueal por alimento, em diferentes estágios de severidade na doença de Parkinson.
MÉTODOS: A amostra constou de 38 pacientes,com diagnóstico de doença de Parkinson, divididos em quatro grupos em relação aos graus da Escala de Estadiamento de Hoehn & Yahr (1976). Todos foram submetidos a avaliação neurológica e otorrinolaringológica, com o uso da nasofibrolaringoscopia, para verificar a presença de reflexo nauseoso, reflexo de tosse sem e com alimento, rima da glote, constrição supraglótica, tremor laríngeo e/ou glótico e mobilidade de prega vocal. Na avaliação da deglutição, o reflexo de tosse foi classificado em eficaz (manifestação de tosse) e não eficaz (ausência de tosse), nos casos de penetração laríngea e/ou aspiração traqueal por alimento.
RESULTADOS: Quanto aos achados laringológicos constatou-se rima glótica do tipo fusiforme anteroposterior em 14 indivíduos (36,8%), constrição supraglótica tipo anteroposterior em 12 indivíduos (31,6%) e tremor laríngeo em 50% dos casos.
CONCLUSÃO: A deglutição foi eficaz para os alimentos nas consistências líquida e sólida em pacientes parkinsonianos nos estágios 1 a 2,5 da Escala de Estadiamento de Hoehn & Yah (1976); e na consistência pastosa em pacientes parkinsonianos nos estágios 1 a 4; o reflexo de tosse foi eficaz para alimento de consistência pastosa nos estágios de 1 a 4 da doença de Parkinson.
Trabalho realizado na Universidade Tuiuti do Paraná para obtenção do título de Mestre em Distúrbios da Comunicação, sob orientação do Prof. Dr. Ari Leon Jurkiewcz.
