Este artigo contribui para pensar as formas pelas quais os grupos religiosos inventam tradições para se legitimarem como tais. Em particular, procura analisar os processos de memória dos membros de uma comunidade judaica masorti conservadora na cidade de Buenos Aires a partir da “recuperação” do “templo” (a primeira sinagoga construída pelos fundadores) tendo em conta que, na década de 1980, a cessação do seu uso trouxe consigo conflitos com as gerações mais velhas, uma vez que implicou abandonar o “tradicionalismo” para abraçar o projeto Masorti. Contudo, na actualidade, a valorização deste objecto arquitectónico representa para os paroquianos uma revitalização da “espiritualidade” num contexto de disputa simbólica com a ortodoxia.
Palavras-chave:
judaísmo conservador ou masorti; cidade de Buenos Aires; processos de memória; espiritualidade; revitalização