No contexto brasileiro, a música gospel ganha força e maior visibilidade a partir dos anos 1980 e compreende a apropriação de estilos sonoros seculares. A presença dessas musicalidades nem sempre atesta a discussão sobre as relações entre gênero e racismo e suas consequências neste universo. A proposta deste artigo é oferecer novos elementos voltados à reflexão sobre religião e música, a partir da análise de um evento denominado Canta Negra, idealizado por mulheres negras evangélicas na cidade do Rio de Janeiro. Na reflexão e na observação empírica dessa prática musical e de sua dinâmica, privilegio a abordagem qualitativa a partir da realização de entrevistas em profundidade, bem como do uso de textos e vídeos disponibilizados nas redes sociais sobre o tema.
Palavras-chave:
religião; música; gênero; racismo
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Fonte: MNERJ (
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