A conversão de diferentes formações florestais em pastagens com gramíneas exóticas leva a danos irreversíveis ao longo do tempo. A dispersão de diásporos de áreas adjacentes e a formação de bancos de sementes podem influenciar nos processos de regeneração. Este estudo objetivou verificar a regeneração natural em uma pastagem que teve 30 anos de cultivo de Urochloa brizantha. Para isto, foi amostrada a chuva e o banco de sementes, onde foi avaliada a composição da vegetação, riqueza de espécies e diversidade beta. No geral, foram encontradas 114 espécies, mais abundantes na chuva de sementes (74) do que no banco de sementes (41). A comunidade foi composta por sementes pequenas, herbáceas, autocóricas e espécies pioneiras. A composição de espécies variou entre o banco e chuva de sementes. Não houve diferença na diversidade beta total. A substituição de espécies foi maior no banco, enquanto o aninhamento foi maior na chuva de sementes. Os resultados mostram alta dominância de U. brizantha no banco de sementes. A maior substituição de espécies no banco e a diferenciação da composição em relação à chuva de sementes podem ser devido aos processos de esgotamento do banco de sementes e dispersão limitada em ambos os sistemas, o que pode conferir potencial de resiliência a essa comunidade.
Palavras-chave:
regeneração natural; pastagem; vegetação secundária; dispersão de sementes
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