Open-access Terapias complementares para o manejo do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em crianças: uma revisão de escopo

Objetivo: mapear a literatura científica referente as terapias complementares empregadas por profissionais de saúde para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Método: esta revisão de escopo seguiu as recomendações propostas pelo JBI. Foram consultadas cinco bases de dados. Os critérios de inclusão abarcaram artigos publicados em inglês, espanhol e português; estudos com crianças de um a nove anos diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, independentemente de incluírem outras faixas etárias; e ausência de restrições quanto à data de publicação, desenho do estudo ou tipo de documento. As terapias foram organizadas em quatro categorias: terapias mente-corpo, suplementação, fitoterapia e terapia dietética.

Resultados: foram identificadas 1.444 publicações, das quais 133 artigos revisados por pares foram selecionados para análise. No total, foram identificadas 65 terapias complementares, sendo o neurofeedback (n=38) a terapia mente-corpo mais frequentemente citada. Outras intervenções incluíram a suplementação com ácidos graxos poli-insaturados (n=14), o uso de Ginkgo biloba (n=6) na fitoterapia e a dieta oligoantigênica (n=5) no contexto da terapia dietética.

Conclusão: as terapias complementares mostram potencial na redução dos sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade na infância. No entanto, algumas dessas abordagens ainda carecem de validação científica, o que reforça a necessidade de estudos experimentais direcionados que garantam seu uso seguro e eficaz.

Descritores:
Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade; Terapias Complementares; Criança; Lactentes; Saúde da Criança; Profissional de Saúde


(1) Diversas terapias complementares são utilizadas no controle do TDAH em crianças.(2) Essas terapias podem contribuir para a melhora dos sintomas centrais do transtorno. (3) É necessário realizar mais pesquisas para comprovar a eficácia dessas abordagens. (4) O cuidado profissional voltado ao TDAH deve ser individualizado e integral. (5) O profissional de saúde é responsável pela educação em saúde e pelo acompanhamento do TDAH.

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