O concreto celular, que se caracteriza por ter um peso próprio reduzido pela incorporação artificial de ar, pode constituir uma alternativa sustentável ao concreto comum nas estruturas de pequeno e médio porte. O presente trabalho trata da avaliação da aderência entre o concreto celular e as barras de aço. Foram realizados ensaios de arrancamento com barras de diâmetro igual a 4,2 mm, parcialmente imersas em corpos-de-prova cilíndricos de concreto. A taxa de agente espumígeno no concreto e a presença ou não de uma barra transversal dentro do cilindro, simulando uma condição mais próxima ao uso de tela de aço, constituem as variáveis da pesquisa. Foram utilizadas três dosagens de concreto, com massa específica aparente de 2255, 1565 e 1510 kg/m3. Pelo arrancamento de barras simples de diâmetro igual a 4,2 mm, notou-se o forte decréscimo da tensão de aderência junto com o rebaixamento da massa específica aparente do concreto. A barra transversal permitiu obter um ganho de resistência ao arrancamento da barra longitudinal, que cresceu junto com o rebaixamento da massa específica do concreto celular. Assim, a utilização de ancoragens especiais (não exclusivamente retas), pode se tornar uma solução para melhorar o desempenho mecânico do concreto celular.
Palavras-chave:
concreto celular; aderência; ancoragem
Nota: lb: comprimento de ancoragem longitudinal; Ft: força de arrancamento. Cotas em cm.
Nota: lb: comprimento de ancoragem longitudinal; Ft: força de arrancamento. Cotas em cm
Nota: lb = comprimento de ancoragem longitudinal; tb = comprimento de ancoragem transversal; Ft = força de arranchamento. Cotas em cm
Nota: lb = comprimento de ancoragem longitudinal; tb = comprimento de ancoragem transversal; Ft = força de arranchamento. Cotas em cm
Nota: croqui sem escala
Nota: deslizamento da armadura (a) sem fissuração do cilindro de concreto (b)
Nota: armadura rompida fora do CP (a, b) sem alteração do cilindro de concreto (c)
Nota: para 78% da amostra, deslizamento da barra longitudinal com dobramento da barra transversal (a, b) provocando a fissuração longitudinal e transversal do cilindro de concreto (c). Para 22 % da amostra, ruptura ao nível da solda ligando a barra longitudinal com a barra transversal (d, e), sem provocar fissuras no cilindro de concreto (f)
Nota: deslizamento da barra longitudinal com dobramento da barra transversal (a, b) provocando a fissuração longitudinal e transversal do cilindro de concreto (c)
Nota: ruptura ao nível da solda entre a barra longitudinal e a barra transversal (a, b), sem fissuração do cilindro de concreto (c)
Nota: deslizamento da barra longitudinal com dobramento da barra transversal (a, b), com fissuração longitudinal e transversal do cilindro de concreto (c)

Nota: extensômetro inferior; sup. = extensômetro superior. Ver Figura 4 para posicionamento dos extensômetros