O texto se propõe a pensar o imaginário e as poéticas dos sertões procurando na linguagem um arcabouço simbólico para reflexão acerca do habitar. Ao se questionar o solo fenomenológico dos sertões, logo se percebe a natureza sublime da paisagem, evocando o caráter maravilhoso e áspero na clivagem entre terra e céu. Tal dimensão torna-se uma provocação diante do lugar que ocupa o sertão no pensamento brasileiro, ou seja, deve-se olhar para o mundo rústico como o avesso da modernidade. Sob essa perspectiva, abre-se a ruptura entre sertão e cidade.
PALAVRAS-CHAVE
Paisagem; sertão; sublime.