Este artigo documenta e analisa o ateliê do artista Aldemir Martins (1922-2006), projetado em 1972 por Carlos Lemos (1925-2025) no Sumaré, São Paulo, e demolido em 2020. Com base em desenhos, fotos e notas da família, examina o partido arquitetônico, a adaptação ao terreno em declive, a estrutura de concreto aparente e os três níveis sob cobertura inclinada. O estudo situa a obra no contexto da arquitetura paulistana dos anos 1970, marcada por brutalismo, referências vernáculas e experimentação formal, ressaltando o valor afetivo do espaço para o artista. Ao reunir registro e análise crítica, o texto busca preencher lacuna sobre um exemplar desaparecido da arquitetura moderna brasileira e refletir sobre a perda de bens culturais não tombados.
PALAVRAS-CHAVE:
Arquitetura moderna; brutalismo; patrimônio cultural
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