Este artigo aborda a trajetória do escultor e fundidor Roque de Mingo (1890-1972), atuante em São Paulo nas primeiras décadas do século XX. Nossa proposta é analisar como esse personagem se inseriu no campo artístico paulistano de maneira inicialmente alheia às instituições acadêmicas - na qualidade de fundidor artístico - até, paulatinamente, alcançar posições de poder dentro desse circuito. Nossa hipótese é que a trajetória desse escultor-fundidor é reveladora das expectativas e dos conflitos vividos por esses atores que, devido à sua origem social mais humilde, precisaram se aproximar do universo artístico na qualidade de artífices - o que lhes garantiria uma renda imediata, e, ao mesmo tempo, contato frequente com artistas e com a prática da escultura.
PALAVRAS-CHAVE
Roque de Mingo; fundição artística; escultura
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