Esta recensão tem por alvo reunir informações dispersas sobre os trajetos de alguns textos de Francisco de Holanda. Como só receberam efetiva publicação a partir do fim do século XIX, isto é, mais de três séculos após a produção dos textos, o mapeamento dos caminhos percorridos pelos manuscritos de Holanda parece auxiliar na compreensão das singularidades de algumas de suas proposições, ao mesmo tempo que pode contribuir para a caracterização da paisagem intelectual ibérica. Ao nosso ver, a transmissão conturbada de seus textos fornece um dado importante ao cotejamento das problemáticas de sua produção. Em suma, acompanha-se o paradeiro dos autógrafos desde sua produção, no século XVI, seu redescobrimento em fins do século XVIII, até a efetiva edição no entre séculos XIX e XX.
Palavras-chave:
Francisco de Holanda; Século XVI; Península Ibérica; Recepção; Teoria da Arte