Lançado, em 2023, pela Topbooks Editora, Mar e Sertão: ensaio sobre o espaço no pensamento brasileiro, do diplomata Luiz Feldman, joga luzes, como já sugere o subtítulo, em uma dimensão pouco explorada da historiografia brasileira, do pensamento social e político, bem como do pensamento diplomático e internacional: a ênfase no espaço em detrimento de considerações estritamente ideológicas, que tradicionalmente marcam os estudos sobre os textos canônicos nos quais o autor instila novo fôlego. Como salienta Feldman, em entrevista à revista Pernambuco, discussões que se pautam, como uma obsessão nos estudos brasileiros, por critérios ideológicos o levaram à ambição de “reordenar nossa biblioteca (como diria Calasso) conforme se interpretem a formação histórica e o horizonte de futuro do Brasil como marítimos ou sertanejos” (FELDMAN, 2024, p. 31).
Tal dualidade entre essas duas linhagens, transoceânica e telúrica, divide o livro em duas grandes seções, Mar e Sertão, e estruturam a perspectiva do autor no que diz respeito ao modo como o Brasil tem se colocado no mundo, sob a escolha entre isolamento e geopolítica. Para esse empreendimento de grande envergadura, o ensaísta lança mão de quatro representativos autores do pensamento brasileiro e suas obras que dão a ver como cada um, a seu modo, pensou o lugar do Brasil no concerto das nações.
Cronologicamente delineado entre 1870 e 1972, o trabalho assume a sua concreção por meio de O abolicionismo, de Joaquim Nabuco, Dom João VI no Brasil, de Manoel de Oliveira Lima, Aventura e rotina, de Gilberto Freyre e O extremo Oeste, de Sérgio Buarque de Holanda. Tais produções, assim como a quase integralidade da obra de seus autores, remetem ao mar, caso de Nabuco e Freyre, e ao sertão, caso de Oliveira Lima e Buarque de Holanda. Junto a outros tantos que Luiz Feldman deixa de fora, visto que, por óbvio, não tem ambição de esgotar o tema, os autores em cena “evidenciam a existência de uma rica tradição de pensamento sobre o sentido da presença brasileira no mundo” (p. 19).
Mar e Sertão atesta a sua originalidade nas Ciências Humanas e Sociais na medida em que se põe, em intersecção, o pensamento político e social brasileiro e o pensamento internacional do país, pois, como assevera o seu autor, é mútua a indiferença entre essas duas áreas. Tanto a literatura especializada nos chamados intérpretes do Brasil quanto os internacionalistas, mais preocupados com a “indefectível importação, de outras latitudes, do último conceito sobre o ordenamento internacional” (p. 19), dão pouca ou nenhuma atenção à dimensão global do que enunciam as nossas grandes produções. Ao provocar fricções entre as duas correntes, Feldman dá a sua contribuição na medida em que demonstra que o diálogo entre pensadores da terra e pensadores do mar pode elevar a compreensão do país para além da sua já repisada continentalidade. Mais especificamente, e a bem da verdade, tal diálogo privilegia a perspectiva transoceânica em contraste com a hegemônica família telúrica, enunciando a existência dessa vertente, ou, digamos, família intelectual marítima, em tensão com a telúrica. Como pondera o autor, desde a introdução da obra, a corrente terrestre se afirma de modo tão preeminente que o imaginário sobre o país se conforma secularmente por sua via, como se confirma, por exemplo, tanto na exígua tematização de uma perspectiva marítima na produção ficcional brasileira como no cancioneiro popular.
Entrando na estrutura do livro, a primeira seção, Mar, compreende dois capítulos dedicados a Joaquim Nabuco e Gilberto Freyre, respectivamente. Já Sertão, também composta por dois capítulos, encerra as compreensões do estudioso sobre dois dos representativos pensadores da terra: Manoel de Oliveira Lima e Sérgio Buarque de Holanda. Quanto ao primeiro capítulo de Mar, sobre o autor de O abolicionismo Feldman o atribui a equação abolição igual igualdade, pois aplacaria a condição do Brasil como ultramar de Portugal e toda a “inclemência materializada” (p. 35) que vem na esteira do processo de travessia pirata que desloca, por séculos, os escravizados e escravizadas para o Novo Mundo.
O movimento abolicionista significaria, então, a passagem de uma colônia deformada para a nação reformada. E tal fator “não pressupunha uma mudança de eixo espacial do mar para o sertão, e sim a integração do Atlântico Sul no oceano Atlântico mais amplo” (p. 35). Se a Inglaterra e a sua poderosa esquadra iniciara o bloqueio naval ao tráfico, em 1850, o célebre livro de Nabuco propõe efetivá-lo com o bloqueio moral da escravidão em 1883. Desse modo, a obra seminal do renomado recifense assevera que “o ‘verdadeiro patriotismo’ concilia pátria e humanidade, o que significa que a nação deve estar sempre em contato com o mar, conduto pelo qual os valores ocidentais podem universalizar-se e fixar-se no Brasil” (p. 35, 36).
O transoceanismo, portanto, do autor de Minha formação alicerça-se na noção de um Atlântico unificado e eurocêntrico. Nesse sentido, conforme a leitura de Luiz Feldman, “a noção do mar como espaço ‘do tempo, do progresso, da mudança, do capitalismo, que é por natureza universal’” (p. 36), descreve bem esse caráter universalista do Atlântico e nos faz refletir sobre Joaquim Nabuco como um pensador do mar por excelência. Essa extensa parte do oceano foi o palco onde desenrolou, enfim, a sua emblemática experiência cosmopolita, assim como o espaço central da formação social brasileira em suas incursões geopolíticas.
Gilberto Freyre, por seu turno, dá a ver o seu anseio de universalizar a fraternidade. Nesse segundo capítulo, Luiz Feldman demonstrará, com efeito, que o investimento crítico de Freyre se dota de sentido diametralmente oposto ao do seu conterrâneo pernambucano, que, ao invés de dissolver, almeja reconstruir a linha que separa as zonas tropical e temperada do planeta. A razão de tal empreitada é que Freyre aposta no hibridismo dos trópicos, ainda abertos à modelagem sociocultural que ensejasse sociedades menos excludentes, como as que o autor de Casa-grande & Senzala vislumbra na modernidade anglo-saxã, seu par antitético permanentemente contrastado ao mundo criado pelos portugueses abaixo do Equador. No entanto, adverte Feldman, deve-se compreender que, de meados dos anos 1930 ao início dos anos 1960, o conceito de trópico, para o recifense, abarca, também, a vasta faixa da África e da Ásia controlada por impérios europeus. O intento de Freyre, em Aventura e rotina, era remediar, por meio do hibridismo cultural brasileiro, “a inapelável decadência lusa”, uma vez que, a julgar pelo seu programa político-acadêmico, Portugal abandona, no século XIX, “seu tropicalismo em prol do etnocentrismo, com o que declina como nação e põe em risco o seu patrimônio colonial” (p. 40). O Brasil, portanto, seria o carro-chefe desse grande império ultramarino que se espraia pela vastidão de dois oceanos.
Sob a égide do lusotropicalismo, conceito oblíquo que o pernambucano cunha para substituir o que até então denominava “imperialismo antropocêntrico”, vislumbra-se em todo esse processo um possível dique contra a onda de descolonização dos territórios sob administração de Portugal. Como assevera Feldman, “o Brasil era a melhor ilustração do antigo gênio colonizador lusitano – como sustentara Casa-grande & senzala –, mas era também o grande sócio de que Portugal carecia para regenerar, conservar e dilatar sua obra colonial na África e na Ásia” (p. 40). Essa “Commonwealth lusotropical”, dirá o autor de Mar e Sertão, seria um “baluarte da fraternidade no planeta”, pois, “liderada pelo Brasil e reforçada por uma ordem mundial em que as recém-criadas Nações Unidas fomentassem (e não desmantelassem) a tutela sobre territórios coloniais”, se configuraria como uma “alternativa às tensões do etnocentrismo patenteadas na Segunda Guerra Mundial” (p. 40). O lusotropicalismo anunciava-se, portanto, como uma via excepcional que pudesse apontar para a paz imperial.
Juntamente com Aventura e Rotina, a coletânea de conferências Um brasileiro em terras portuguesas, resultado de um périplo de Gilberto Freyre por Portugal e por suas possessões ultramarinas, traz, pela primeira vez, a expressão “lusotropical” e associa-se a um “excepcionalismo lusíada que estaria a exigir o desenvolvimento político da federação (só até aí “espontânea”) Brasil-Portugal” (p. 119). Em colaboração com a Unesco e com uma comissão da Assembleia Geral da Nações Unidas, em 1952 e 1954, respectivamente, “enaltece a colonização lusitana como referência mundial para a eliminação de conflitos raciais” (p. 119). Citando Alberto da Costa e Silva, uma das grandes e assumidas inspirações de Luiz Feldman para a compleição do seu livro, dirá que Aventura e rotina é “‘um livro que reclama de quem o lê que comece a ver o Brasil de fora para dentro e a ligá-lo ao resto do mundo. Pois parte da história dos brasileiros – cochicha Gilberto Freyre – desenrolou-se nos oceanos e no além mar’” (p. 41).
Passemos a Sertão, segunda seção do livro. O primeiro capítulo dedica-se a Manoel de Oliveira Lima. Pensador da terra, Oliveira Lima almeja singularizar o Brasil. Em toda essa parte do livro o estudioso desdobra tal raciocínio ao partir da compreensão de que o autor de Dom João VI no Brasil vislumbra a data de 1808, e não 1822, como o marco cronológico da vida nacional autônoma dessas paragens, pois entende que “é no reinado americano de D. João VI que se realiza a operação demiúrgica de conceber o Brasil como um país unitário e capaz de protagonismo no concerto das nações” (p. 41). Conforme formula Oliveira Lima em seu ensaio: como um “todo uno, compacto, forte, poderoso e agressivo”.
Segundo Feldman, o motivo principal para que Oliveira Lima defendesse essa tese está no fato de os primeiros portugueses não se dotarem do “temperamento” de colonizadores, “sendo propensos à vida à beira-mar e ineptos para ‘estabelecer domínios no interior dos continentes’” (p. 42). Tese que, a propósito, representa o empuxo das concepções acerca da formação social que embalam a primeira edição de Raízes do Brasil, 1936, como bem lembrará o estudioso. O telurismo de Oliveira Lima, defenderá o autor, se constituirá, portanto, tendo em vista uma “tensão fundamental” entre um Brasil que se define e se basta em sua continentalidade, “engrandecendo-se isolado em seu território americano”, e outro, de condição colonial, que se conserva dependente do influxo oceânico, “querendo engrandecer-se por uma equivocada geopolítica de extração ibérica” (p. 44). Daí o pernambucano dizer que, se em 1808 os viventes do litoral se encontravam distantes do sertão, cem anos depois a distância, simbólica e geográfica, intensificava-se ainda mais em relação à Europa devido a avanços tecnológicos como o telégrafo e a navegação a vapor.
Feldman encerra o raciocínio sobre a perspectiva telúrica de Oliveira Lima ao afirmar que, para o crítico literário, historiador e membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, o isolamento em seu próprio hinterland poderia, a um só tempo, “afastar o Brasil da equivocada política externa de seu primeiro século e colocá-lo na rota da diplomacia verdadeiramente autônoma” (p. 195). Diplomacia essa determinada por “um tradicionalismo diplomático mais antigo, produtivo e condizente com a América” (p. 195).
No segundo capítulo dessa seção, Feldman dedica-se ao escrutínio da clivagem que Sérgio Buarque de Holanda opera em sua chave interpretativa inicial, isto é, aquela prevista na primeira edição de Raízes do Brasil, 1936, para a que se forma a partir do seu interesse pela sociedade sobremaneira móvel, “aluvial”, constituída no planalto de Piratininga. Nesse sentido, afirma o autor que a singularidade em Buarque de Holanda se concentra mais especificamente em São Paulo. Em 1936, o historiador paulista encontra-se sob o empuxo das teses de Casa-grande e Senzala, como dá a ver Luiz Feldman em seu livro anterior, Clássico por amadurecimento: estudos sobre Raízes do Brasil, publicado em 2016, também pela Topbooks Editora.2
Em seu ensaio de estreia, Holanda enreda toda a sua compreensão dos primórdios da formação social brasileira tendo em vista a concentração, pelos adventícios, da vida sociocultural e material nos limites da orla, adaptando tal modo de vida às tradições de além-mar, e, também, aos luxos do império marítimo oriental, bem como ao modelo de produção escravocrata das ilhas atlânticas. Já na edição de 1948 de Raízes do Brasil, revista e ampliada pelo autor,3 verifica-se a inversão do significado que Buarque de Holanda confere à plasticidade que exaltara no empreendimento colonizador luso: “se antes ela produzia similitude, ou seja, adaptava o ambiente americano ao modo de vida ibérico, agora conduz à diferença, vale dizer, adapta o modo de vida ibérico ao ambiente americano” (p. 46).
A partir dessa virada, portanto, temos o que, inspirado em Capistrano de Abreu, o autor de Monções denominará uma civilização que se funda na consistência do couro. Ao vislumbrar as profundezas ocidentais das hinterlands brasileiras, onde operam-se a maleabilidade e a relativa transigência do adventício em seu contato com os indígenas que despontavam como “obstáculos” ao longo da expansão para o Oeste, Buarque de Holanda abandona, então, a perspectiva da rígida civilização da orla para empreender a história material do surgimento de uma complexa cultura híbrida e “compósita”. “No ponto em que sua plasticidade não lhes serviu mais para vencer a natureza ou bater oponentes indígenas e hispano-americanos, ali marcava-se a fronteira das possessões dos dois reinos ibéricos no Novo Mundo” (p. 47). Mais adiante, concluirá o diplomata ao afirmar que o historiador paulista abandonava de vez a sociedade “cordial” estática na orla para se deter na telúrica, “surgida na conquista do ‘coração’ da terra. Daí viria a vida autêntica e quiçá virtuosa do país, aí deveriam estar postos os tesouros da sua inteligência” (p. 237).
Por fim, além da inovadora e desafiante abordagem de um Brasil visto do mar, à leitora e ao leitor exigentes não passa despercebida a qualidade extraordinária da escrita de Luiz Feldman, cuja operação narrativa equilibra e faz coadunar rigor analítico e prosa ensaística. Nesse quesito, ao colocar em tela a densa interlocução entre quatro dos nossos maiores ensaístas, os quais continuam e dão lastro a essa centenária tradição de escrita no Brasil, o estudioso leva à risca a lição de Jean Starobinski (1985), segundo a qual, “para satisfazer plenamente a lei do ensaio, é preciso que o ‘ensaiador’ se ensaie a si mesmo” (p. 191).4 Ou seja, qual o rendimento crítico e estético de uma forma de escrita que, ao tratar de alguns daqueles que, cada qual à sua maneira, alçaram-na ao seu patamar de maioridade, não se pusesse junto a eles a refletir-se como o próprio conteúdo de sua forma?
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Nessa direção, ver, também, SANCHES, 2021.
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São já conhecidas e consideravelmente estudadas as substanciais modificações efetuadas, por Sérgio Buarque, nas três primeiras edições de Raízes do Brasil (1936, 1948, 1956), o que mereceu uma edição crítica no ano de 2016, em comemoração aos 80 anos de sua primeira publicação. Ver HOLANDA, 2016. Quanto a alguns dos importantes estudos acerca da miríade de problemas implicados nessas modificações, destacamos EUGÊNIO, 2010, WAIZBORT, 2011, FELDMAN, 2016, MATA, 2016, SANCHES, 2021 e MARTINS, 2022.
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Trad. livre do autor: “Pour satisfaire pleinement à la loi de l’essai, il faut que ‘l’essayeur’ s’essaie lui-même”.
Referências Bibliográficas
- EUGÊNIO, João Kennedy. Um ritmo espontâneo: o organicismo em Raízes do Brasil e Caminhos e fronteiras, de Sérgio Buarque de Holanda. Tese (doutorado em História) – Programa de Pós-graduação em História, Universidade Federal Fluminense, 2010.
- FELDMAN, Luiz. Clássico por amadurecimento: estudos sobre Raízes do Brasil Rio de Janeiro: Topbooks, 2016.
- FELDMAN, Luiz. Mar e Sertão: ensaio sobre o espaço no pensamento brasileiro. Rio de Janeiro: Topbooks, 2023.
- FELDMAN, Luiz. Sobre um Brasil menos óbvio (entrevista). Revista Pernambuco, Ano I, n. 2, p. 28-31, fev. 2024.
- HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Edição crítica e comemorativa de 80 anos. Pedro Meira Monteiro e Lilia Moritz Schwarcz (orgs.); estabelecimento de texto e notas: Mauricio Acuña e Marcelo Diego. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
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MARTINS, André Jobim. O espírito e o lugar: sobre o significado da “Nossa Revolução” em Raízes do Brasil (1936). Revista Brasileira de Ciências Sociais, 37 (108), p. 1-25, 2022. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/VW656HZCBq8mbvrJMsM8hdd/abstract/?lang=pt>. Acesso em: 24 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/3710807/2022.
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MATA, Sérgio da. Tentativas de desmitologia: a revolução conservadora em Raízes do Brasil. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 36, n. 73, jul./dez., 2016, p. 63-87. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbh/a/tYGGjRBkSjkB4KZ9ksVV6mM/abstract/?lang=pt>. Acesso em: 24 fev. 2025. DOI:https://doi.org/10.1590/1806-93472016v36n73-005.
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SANCHES, Dalton. Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre: das competições literárias ao anátema histórico-ensaístico. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 14, n. 35, p. 255-285, 2021. Disponível em: <https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/1781>. Acesso em: 24 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v14i35.1781.
» https://doi.org/10.15848/hh.v14i35.1781» https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/1781 - STAROBINSKI, Jean. “Peut-on définir l’essai?”. In: STAROBINSKI, Jean. Pour un temps/Jean Starobinski Paris: Centre Georges Pompidou, 1985.
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WAIZBORT, Leopoldo. O mal-entendido da democracia: Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, 1936. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 26, n. 76, p. 39-62, 2011. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/7PSTjpHyVFPXrqgP65ky5CP/?format=pdf⟨=pt>. Acesso em: 12 ago. 2024. DOI:https://doi.org/10.1590/S0102-69092011000200003.
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