Este artigo analisa a interação entre o Congresso pela Liberdade da Cultura e a comunidade de sociólogos latino-americanos, destacando o papel do Instituto Latino-Americano de Relações Internacionais (ILARI, 1966-1972), dirigido pelo belga Louis Mercier Vega. O texto procura explicar por que e como o ILARI acionou a sociologia científica como ferramenta para promover sua agenda “anti-totalitária”, e qual o resultado intelectual de tal operação. Por meio da análise de cartas trocadas entre Mercier, seus aliados e sociólogos da região, o artigo argumenta que o “giro sociológico” empreendido pelo ILARI dependia do trabalho coletivo dos sociólogos latino-americanos, o que permitiu a circulação de agendas intelectuais periféricas que não se ajustavam com exatidão ao modelo liberal-conservador do CLC.
Palavras-chave
Guerra Fria Cultural; Congresso pela Liberdade da Cultura; ILARI; Sociologia latino-americana; periferia