Objetivo: compreender o sentido de ser enfermeira do atendimento pré-hospitalar móvel.
Método: estudo de natureza qualitativa com abordagem compreensiva, fundamentado na análise teórica de Victor Frankl, realizado mediante entrevista fenomenológica com 11 enfermeiras atuantes em Bases Descentralizadas de um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da Microrregião Nordeste, na Bahia, no período de fevereiro a junho de 2024. Para a apreensão do fenômeno foi utilizada a análise Humanística de Vieta, denominada configuração triádica (humanista-existencial-personalista).
Resultados: quatro categorias temáticas emergiram: ser enfermeira no SAMU é vivenciar o processo decisório e sofrimento nas relações de cuidado; ser enfermeira no SAMU é concretizar a realização de valores Franklianos; e ser enfermeira no SAMU possibilita a realização de propósitos de vida e de encontro de sentido da vida. As facetas do fenômeno possibilitaram um encontro das profissionais com sentimentos de angústia, medo, sofrimento e um transcender motivado pelo prazer e gratidão ao cuidar do usuário no cenário do pré-hospitalar móvel.
Conclusão: o sentido de ser enfermeira no SAMU é motivado por um novo sentido de vida que vai ao encontro da responsabilidade de um cuidado humano, integral e, sobretudo, ético.
Descritores:
Existencialismo; Enfermeiros; Pesquisa Qualitativa; Serviços Médico de Emergência