Objetivo: Verificar o efeito do brinquedo terapêutico instrucional no comportamento de crianças durante a primeira tentativa de cateterização intravenosa periférica.
Método: Trata-se de uma análise post hoc do tipo quase experimental com grupo controle não equivalente, secundária a ensaio clínico randômico. A amostra foi composta por 193 crianças da unidade de pronto atendimento, alocadas por conveniência em grupo intervenção (preparo para a cateterização com o brinquedo terapêutico; n=101 crianças) e grupo controle (preparo com conversa estruturada apoiada com o uso de cartilha; n=92 crianças). A escala Observation Scale of Behavior Distress foi utilizada para avaliar comportamentos concorrentes das crianças (agredir o profissional, choramingar, chorar, estar nervoso, gritar, movimentar-se até a imobilização e protestar) e não concorrentes (auxiliar e solicitar informação). Os dados foram analisados de forma descritiva e inferencial.
Resultados: Foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos intervenção e controle nas variáveis: nervosismo, movimentar-se até a imobilização, protesto e auxílio durante a punção venosa. O uso do brinquedo terapêutico reduziu em 43% o risco de estar nervoso durante o procedimento, 51% de movimentar-se e 51% de não protestar. Ainda, aumentou em 27% o comportamento de auxiliar durante o procedimento.
Conclusão: O brinquedo terapêutico instrucional reduziu comportamentos concorrentes com a cateterização intravenosa e favoreceu a colaboração da criança, em sua primeira tentativa.
Descritores:
Cateterismo Periférico; Jogos e Brinquedos; Enfermagem Pediátrica.