| Mecanismos de implantação |
Gestão e inovação tecnológica |
No P1 e Ofício GAL (2014), observou-se que em julho de 2014, os diretores dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública estaduais receberam um ofício dos tomadores de decisão com o fluxograma que deveria ser seguido, tanto de coleta quanto de transporte da amostra. A fim de diagnosticar precocemente a TB foi otimizado o acesso ao sistema de informações com o preenchimento de fichas de solicitação de exames e a devolutiva dos resultados pelo GAL. Além disso, os municípios receberam treinamentos, eventos e documentos técnicos como incentivo, porém alguns municípios foram resistentes à utilização do GAL no período da implantação do TRM-TB, destaca-se que deveriam preencher dois formulários do FormSUS dentro do prazo estabelecido pelo MS. |
| Treinamento de recursos humanos |
Nos períodos de janeiro a maio de 2014, o documento P1 abordou que foram oferecidos treinamentos teórico-prático aos monitores estaduais, realizados pela empresa fabricante dos equipamentos e cartuchos (Cepheid). Os monitores foram designados para a realização das atividades dos técnicos dos laboratórios locais de forma remota, com exceção de casos de maior complexidade. |
| Financiamento público |
No Rel2 relatou que a aquisição das máquinas no primeiro ano de implantação foi em torno de R$34.850,00, por máquina. O valor anual da calibração é de R$3.960,00, por máquina, de acordo com o fabricante. Os resultados obtidos ao se utilizar um valor de referência de R$14,16 por baciloscopia, mostraram que ambas as estratégias são custo-efetivas, porém Xpert foi a estratégia dominante. Ao utilizar como valor de referência R$4,20, as estratégias também são custo-efetivas, com uma razão de custo-efetividade incremental de R$850,00 por caso de TB detectado e R$2.956,00 por caso com tratamento completo. A curva de aceitabilidade mostrou que para uma disposição a pagar de R$2.200,00, o Xpert é a estratégia mais custo-efetiva em 88% das interações e em 95% para uma disposição a pagar de R$4.400,00, por caso detectado. |
| Estratégias em implantação |
Intervalo de tempo (primeira e segunda implantação) |
No documento P1 e P2, a primeira implantação - em março de 2014, o MS recebeu os equipamentos que foram distribuídos em maio do mesmo ano, sendo a implantação iniciada pelos monitores no mês seguinte. Em dezembro de 2014, 30 profissionais foram treinados por estarem envolvidos na operacionalização de pesquisas relacionadas ao TRM-TB, porém as máquinas foram entregues a tais equipes em abril de 2015 e a atuação dos monitores teve início em agosto do mesmo ano. No documento P2, em relação à segunda implantação, na etapa de manutenção e expansão - para ampliar o acesso ao TRM-TB, o MS distribuiu novos equipamentos em 2017 e 2018. |
| Critérios exigidos para a implantação do TRM-TB |
No documento P1, no aspecto de tomada de decisão, observou-se que no primeiro período de implantação (2014-2015), para receber o equipamento, o município deveria atender aos seguintes critérios: ser capital ou ter mais de 130 casos de tuberculose em 2012; ser município sede de unidade prisional com laboratório e alta demanda de exames; estar em região de fronteira e/ou com população indígena com mais de 50 casos novos notificados em 2011; ser um laboratório central de saúde pública com alta demanda de baciloscopia. No documento P2, observou-se que no segundo período de implantação (2017-2018), durante a manutenção e expansão da estratégia de implantação, a seleção dos municípios foi realizada de acordo com critérios epidemiológicos e operacionais. |
| Laboratórios selecionados como referência regional |
No P1 e no Ofício LACENS (2014) observou-se que em reunião realizada em Brasília-DF para as tomadas de decisões, foram definidos os laboratórios que atuariam como referência regional para os diferentes estados brasileiros na realização dos exames para o diagnóstico da TB, o Instituto Adolfo Lutz foi o laboratório selecionado para atuar no estado de São Paulo. |
| Municípios selecionados para receber os equipamentos e/ou apoiar com pesquisa |
No P1 e Rel1 apresenta que 21 municípios do estado de São Paulo foram selecionados para receberem o equipamento e os cartuchos, dentro os quais Ribeirão Preto, São Paulo, Campinas e Santo André tiveram propostas selecionadas para pesquisas a respeito do TRM-TB. |
| Ampliação do acesso ao TRM-TB para os municípios sem o sistema GeneXpert® (2021-2025) |
No documento P2 na etapa de manutenção e expansão, aborda que dentre os objetivos propostos pelo MS, está a utilização de todas os métodos de diagnóstico da TB, incluindo o TRM-TB nas estratégias de ampliação do acesso aos métodos de diagnósticos no território nacional, promovendo a expansão da Rede de Teste Rápido-TB e otimização de fluxo entre os municípios e regiões de saúde. |
| Ações de monitoramento |
Plano de organização para o monitoramento do TRM-TB |
No documento P1, concomitantemente ao envio dos equipamentos aos laboratórios, foi elaborado o plano de monitoramento com propostas de fluxos e instrumentos necessários para o conhecimento da produção da rede. Os objetivos são: Conhecer o número de TRM-TB realizados; Identificar os resultados obtidos na realização do TRM-TB; Identificar erros nos equipamentos de TRM-TB. Algumas atividades foram priorizadas pelos programas estaduais e municipais de controle da doença, tais como a reorganização dos fluxos de transporte de amostras, a descentralização do GAL, agendamento imediato de consultas para pessoas com TB resistentes à rifampicina na unidade de referência, entre outros. |
| Análise dos dados do primeiro ano de implantação do TRM-TB |
No P1 e no B1 apresentou que em 2014, começaram a ser reportados dados referentes a dois municípios (Santos-SP e Recife-PE). Em maio de 2015, os dados dos outros municípios que receberam a máquina foram processados, mostrando a média de realização do TRM-TB em relação ao número de equipamentos instalados. O maior número de TRM-TB realizados no Brasil foi no estado de SP, com 80.775 testes no ano analisado, representando 55% do total de testes realizados no país. |
| Ações desenvolvidas na segunda implantação do TRM-TB (2017-2018) |
No documento P2, observou-se que entre os anos de 2017 a 2020, na etapa de manutenção e expansão, a fim de avançar na prevenção e cuidado integrado centrado na pessoa com TB, foram realizadas algumas ações como a implantação de novos equipamentos de TRM-TB, a implantação do cartucho Xpert MTB/RIF Ultra e atualização das recomendações para a realização de baciloscopia, cultura e testes de suscetibilidade para o diagnóstico da TB. |