Este artigo tem no horizonte algumas das últimas viagens de Nietzsche, em especial suas derradeiras idas e estadias em Turim, onde sofreu o colapso que encerrou sua carreira filosófica. O objetivo dessa incursão na biografia do filósofo e também em seus manuscritos e cartas dessa época, é de avaliar o quanto o projeto filosófico que desenvolvia então, teria sido comprometido pela sua doença. Tendo em vista esse contexto e com um olhar especial para Ecce homo, pretende-se apresentar a hipótese de que essa obra não seria uma manifestação da doença do filósofo, mas, ao contrário, uma expressão de uma vida transbordante, que se preservaria, a partir de então, contudo, não mais como um corpo, mas como um corpus.
Palavras-chave:
Ecce homo; Nietzsche; Turim; Escrita filosófica; Viagens de Nietzsche.