Objetivo Investigar a evolução da prevalência de gastos catastróficos no Distrito Federal em três momentos distintos (2003, 2009 e 2018), bem como identificar a composição dos gastos diretos em saúde dos recursos financeiros das famílias nos respectivos anos.
Métodos Estudo de série temporal, usando dados da Pesquisa sobre Orçamento Familiar. A prevalência foi estratificada por quintis do consumo.
Resultados Foram selecionados como amostra 754 domicílios em 2003, 695 em 2009 e 1.000 em 2018. Para o limiar de 10% do consumo, a prevalência dos gastos catastróficos foi de 12,3% (IC95% 9,6;14,9) em 2003, 15,3% (IC95% 12,1;18,3) em 2009 e 14,1% (IC95% 11,8;16,2) em 2018. Domicílios com menor renda apresentaram maior prevalência de gastos catastróficos. Medicamentos têm maior peso no gasto das famílias de baixa renda.
Conclusão Houve aumento da prevalência de gastos catastróficos no Distrito Federal. Medicamentos foram o principal gasto das famílias mais pobres.
Palavras-chave
Gasto Catastrófico em Saúde; Gastos em Saúde; Gasto com Medicamentos; Economia e Organizações de Saúde; Estudos de Séries Temporais
Principais resultados A prevalência de gastos catastróficos na saúde aumentou no Distrito Federal, passando de 12,3%, em 2003, para 15,3% em 2018, atingindo seu pico em 2009 (14,1%) (limiar de 10%), sendo o medicamento o principal gasto em saúde nos estratos mais pobres.
Implicações para os serviços Há espaço para o aprimoramento da atuação dos serviços de saúde, ampliando suas estratégias de provisão de cuidados em saúde sob a lente da equidade, por meio de políticas intersetoriais. Especial atenção deve ser dada à assistência farmacêutica.
Perspectivas As unidades federativas têm um papel fundamental na obtenção da proteção financeira em saúde no Brasil, a fim de que o somatório dos esforços subnacionais resulte no atingimento da meta 3.8 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.
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