Objetivo Estimar e comparar as coberturas vacinais em crianças de até 2 anos de idade nascidas entre 2017 e 2018 nos municípios de São Paulo e Campinas, segundo o Inquérito de Cobertura Vacinal (ICV) e o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).
Métodos O ICV analisou registros de vacinação que foram comparados com as doses registradas no SI-PNI, divididas pela população-alvo.
Resultados Em São Paulo, segundo o ICV, em 2017 apenas a do Bacilo de Calmette-Guérin (BCG) (91,7%; IC95% 87,0;94,7) e a primeira dose da rotavírus humano (90,6%; IC95% 6,5;93,5) atingiram as metas; em 2018, apenas a BCG (93,4%; IC95% 89,5;95,8), a primeira dose da rotavírus humano (90,5% IC95% 85,3;94,0), a primeira dose da pneumocócica 10-valente (95,3%; IC95% 91,7;97,4), a primeira dose da meningocócica C (95,1%; IC95% 91,5;97,2) e a segunda dose da pneumocócica 10-valente (95,0%; IC95% 91,4;95,0). Em Campinas, apenas a BCG atingiu a meta em 2017 (93,0%; IC95% 88,8;95,7) e nenhuma em 2018. Segundo o SI-PNI, nenhuma vacina atingiu a meta em ambas as cidades.
Conclusão As coberturas vacinais ficaram aquém do esperado, e estimativas mais precisas são necessárias para o monitoramento adequado da situação vacinal infantil.
Palavras-chave
Cobertura Vacinais; Saúde da Criança; Inquéritos Epidemiológicos; Programa de Imunização
Principais resultados As coberturas vacinais estiveram aquém das metas por ambas as fontes de dados (inquérito vacinal e sistema de informações), o que coloca em risco o controle das doenças imunopreveníveis nas duas cidades.
Implicações para os serviços Evidenciar a importância do monitoramento preciso para o controle das doenças imunopreveníveis e permitir estratégias para a manutenção de coberturas vacinais elevadas.
Perspectivas A necessidade de mais incentivos para a implantação e/ou o enfrentamento às barreiras do sistema informatizado é imprescindível para o monitoramento adequado da situação vacinal.
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