Objetivo Avaliar a oportunidade vacinal em crianças nascidas vivas em Londrina, com até 6 meses de idade, e a relação do estrato socioeconômico com a regularidade das vacinas.
Método Estudo de inquérito populacional baseado em uma coorte retrospectiva de nascidos em 2017 e 2018, que identificou vacinas não administradas nas sessões determinadas. A regularidade vacinal foi comparada entre os estratos socioeconômicos pelo teste qui-quadrado de Pearson.
Resultados Em 456 carteiras de vacinação, a proporção de oportunidades de vacinação não recuperadas para as doses ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses foi de 5,0% (IC95% 3,1;7,5), 4,5% (IC95% 2,8;6,9), 7,2% (IC95% 5,0;10,2) e 2,1% (IC95% 1,0;4,0), respectivamente. Não houve diferença estatística entre os estratos na regularidade vacinal.
Conclusão Foram observadas oportunidades perdidas de vacinação em todas as idades. O estrato socioeconômico não influenciou a regularidade vacinal.
Palavras-chave
Imunização; Cobertura Vacinal; Programas de Imunização; Inquéritos Epidemiológicos
Principais resultados Excluindo-se as doses ao nascer, mais de 80% das crianças receberam as doses previstas na mesma sessão para cada idade. Não houve diferença estatística entre os estratos socioeconômicos na relação com a regularidade vacinal.
Implicações para os serviços Estratégias de combate à hesitação vacinal são essenciais, bem como a capacitação dos profissionais de saúde para aplicação de todas as doses indicadas para determinada sessão.
Perspectivas Estudos futuros que investiguem os motivos da necessidade de mais de uma sessão para completar o esquema vacinal infantil em Londrina e das oportunidades perdidas de vacinação trarão melhor direcionamento para as ações públicas.