Objetivos Verificar se houve subnotificação de casos de fissuras orais no Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc) na 10ª Regional de Saúde do Paraná, analisando a concordância dos números com os registrados em um centro de referência na mesma região, bem como definir a prevalência média no período 2015-2019.
Métodos Trata-se de estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo. Os dados foram obtidos a partir da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças de ambos os bancos de dados. Utilizou-se como medida de frequência a razão entre casos e nascidos vivos no mesmo ano e local.
Resultados Foram analisados 121 casos, sendo 44 casos com base nos dados do Sinasc e 77 com base nos dados do centro de referência. Segundo o Sinasc, houve prevalência de 8,75 casos a cada 10 mil habitantes. Conforme o centro de referência, houve prevalência de 16,87 casos a cada 10 mil habitantes, o que indicou a subnotificação de 42,86%. Com relação à análise da classificação das fissuras orais, 68,19% dos casos tiveram seu tipo de fissura determinado no Sinasc.
Conclusão O estudo demonstrou que, na 10ª Regional de Saúde do Paraná, houve subnotificação no Sinasc das pessoas nascidas com fissura oral entre 2015 e 2019. Isso talvez pudesse ter sido resolvido, caso houvesse edição dos dados da declaração de nascidos vivos após o nascimento quando a fissura fosse detectada.
Palavras-chave
Anomalias Congênitas; Fissura Palatina; Fenda Labial; Serviço de Saúde; Epidemiologia
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