Objetivo Analisar fatores individuais, socioeconômicos, demográficos e de cobertura dos atendimentos não presenciais avaliados pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) de Minas Gerais, Brasil.
Métodos Estudo epidemiológico com delineamento misto, utilizando dados das solicitações de atendimentos não presenciais recebidas pelo CRIE de Minas Gerais entre 2022 e 2024. Variáveis categóricas foram descritas por frequências absoluta e relativa (%), enquanto as contínuas foram descritas por mediana e intervalo interquartílico. Modelos logísticos avaliaram as associações relacionadas ao atendimento, com cálculo de razão de chances (odds ratio, OR) e intervalos de confiança de 95% (IC95%). Como variáveis independentes, foram considerados dados sociodemográficos dos municípios.
Resultados Foram analisadas 9.158 solicitações, sendo 51,8% do sexo feminino, com mediana de idade de 51 anos. Imunobiológicos foram prescritos para 89,6% dos indivíduos, sendo a vacina pneumocócica 23-valente a mais indicada (24,8%). A gerência regional de saúde de Coronel Fabriciano, Minas Gerais, apresentou a maior prevalência de encaminhamentos (n=1.232/13,4%), seguida da regional de Ponte Nova (n=1.174/12,8%). Municípios com maior número de famílias com renda de até meio salário mínimo apresentaram menor chance de prescrição (OR 0,99). Já a maior proporção de população pobre cadastrada no CadÚnico (OR 1,01) e a maior taxa de urbanização (OR 1,01) estiveram associadas a uma maior chance de prescrição.
Conclusão Houve potencial de associação entre os determinantes sociais da saúde e os atendimentos não presenciais avaliados pelo CRIE, o que suscita a discussão acerca da necessidade de garantia da equidade no acesso à saúde.
Palavras-chave
Programas de Imunização; Equidade em Saúde; Vacinas; Meio Social; Epidemiologia
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