Objetivo: Investigar as taxas de morbidade e mortalidade por síndrome respiratória aguda grave em gestantes e neonatos nos dois primeiros anos da pandemia de covid-19.
Métodos: Tratou-se de estudo descritivo-analítico em que foram coletados dados de casos e óbitos em gestantes e neonatos com diagnóstico positivo para síndrome respiratória aguda grave independentemente do agente etiológico no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe e dados do número de nascidos vivos no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos. Em gestantes e neonatos, calcularam-se as frequências de casos e óbitos e as taxas de morbidade e mortalidade através do teste de Kruskal-Wallis no estado do Rio de Janeiro para comparação entre os períodos 2018-2019 e 2020-2021.
Resultados: Durante a pandemia, observou-se aumento estatisticamente significativo das taxas de morbidade em gestantes (24,49/100 mil para 537,39/100 mil; p-valor<0,001) e neonatos (69,97/100 mil para 200,82/100 mil; p-valor 0,022) e das taxas de mortalidade em gestantes (1,87/100 mil para 48,08/100 mil; p-valor<0,001) e neonatos (1,87/100 mil para 9,26/100 mil; p-valor 0,008).
Conclusão: Este estudo identificou o aumento estatisticamente significativo na pandemia das taxas de morbidade e mortalidade por síndrome respiratória aguda grave em gestantes e neonatos no estado do Rio de Janeiro. Destaca-se a necessidade de maior investimento para a redução de danos nesses grupos, como vacinação e acesso ao sistema de saúde, e de infraestrutura de alta complexidade em todo o estado.
Palavras-chave:
Pandemias; Covid-19; Gestantes; Neonatos; Epidemiologia Descritiva
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